- DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-59
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- 06/08/1958
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Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, retirado em 06/08/1958 em Brasília - DF. Representante digital contém riscos e pontos esbranquiçados. Vista aérea da fachada leste do Brasília Palace Hotel finalizado. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de toda a extensão construtiva da implantação do edifício no terreno, que evidencia um avanço em suas principais concepções arquitetônicas - disposto estruturalmente em lâmina (ou barra), repousa sobre os pilotis com marquise térrea no centro e paredes envidraçadas. Ao térreo da fachada leste, nota-se a estruturação do terraço que veio a ser o restaurante - ainda em processo obra -, caracterizado pela laje em T onde hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). No quadrante inferior esquerdo, nota-se a presença de operários (10), sendo que quatro deles transitam para o pilotis, um recosta no painel, um caminha em direção a piscina e os outros quatro realizam - provavelmente - o assentamento do piso externo do hotel. Nas janelas do primeiro e terceiro pavimento, encontram-se mais operários. A frente do edifício, voltado para leste, após o restaurante, trabalhadores (10) transitam, sendo que quatro deles auxiliam na construção da piscina, que foi parte de uma inspiração de Oscar Niemeyer (1907-2012). “Tudo era feito na marra, com burocracia zero. Um dia, tomando café no bar hotel, impaciente pela demora na construção da piscina - havia uns seis meses e nada -, Niemeyer desenhou um ovo de Páscoa (uns dizem que num papel; outros que no chão mesmo) e disse: ‘Taí, podem fazer.” (ESNAL, 2015, p. 35). Abaixo da piscina, uma cerca alta de tapumes divide as instalações de apoio (9) do edifício principal, sendo destinadas ao auxílio construtivo dentro do canteiro de obras, estando aglomerados para facilitar os acessos por partes dos funcionários, sendo interligadas às estradas de acesso ainda não pavimentadas no entorno do hotel. No plano inferior, da esquerda para a direita, notam-se estruturas feitas em madeira com telhado aparente de duas águas com volumes retangulares. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Logo atrás da construção nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e no horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores e trechos de vegetação rala devido a intervenção humana. Em meio a vegetação nota-se fumaça de médio porte alcançando o céu, indicando algum incêndio em andamento na área. Na quadrante superior central, do lado oeste do hotel, há a presença de uma pequena instalação de apoio ao canteiro e mais a direita, um foco de incêndio em parte da vegetação. No quadrante inferior direito do registro, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra - terra, embalagens, sacos, entre outros - e não havendo a presença de árvores ou gramíneas, dada a diferença brusca do solo, onde se tem gramas e altera-se para um terreno de terra seca. Autor da fotografia: Mario Fontenelle
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