Câmera

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NOV.C.2 (47)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-02-47
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida em formato paisagem, autor desconhecido. A imagem fotográfica apresenta uma multidão de pessoas e automóveis no Cerrado (típico) com alterações humanas. Refere-se ao dia do enterro de Bernardo Sayão, no Campo da Esperança. No primeiro plano, há um grupo de pessoas um pouco afastadas da multidão. Dentre essas, destaca-se uma figura masculina parada de chapéu (adorno de chapelaria) e de cabeça baixa olhando em uma câmera, atrás do mesmo, há figuras masculinas de terno. Podemos identificar duas figuras femininas (duas mulheres) no grupo, especificamente, paradas perto da árvore de médio porte, visível na fotografia. Abaixo, desta árvore uma figura feminina de pele negra, com lenço na cabeça, camiseta e saia longa mais um guarda chuva no braço. No lado direito da imagem, podemos identificar uma ambulância de tonalidade militar verde com o símbolo da Cruz vermelha (delimitado em quadrado branco) e ao lado desse automóvel da saúde, uma figura infantil (criança) caminhando, especificamente perto da roda traseira da ambulância. Essa criança utiliza camisa branca, bermuda, sapatos e meias pretas, ademais a mão esquerda (da imagem) no bolso. Há um “homem” parado no estribo lateral esquerdo da ambulância, de camisa branca e calça preta, podemos identificar mais uma figura masculina apoiado com o joelho em cima do capô e uma “criança” de pé em cima da roda dianteira da ambulância. E, logo, na frente da ambulância, existe uma multidão de pessoas. Ainda, há grupos de pessoas em cima de um caminhão e ao redor. A maioria das pessoas estão de trajadas de branco. Do lado esquerdo da fotografia, próximo a borda, podemos identificar o capô de um carro e perto desse; outro automóvel de cor verde com duas figuras masculinas penduradas no parachoque traseiro, dois quais, cada um com uma das mãos na cintura e as outras no teto do carro. Próximo, grupos de pessoas juntas e dispersas em movimento. Ao fundo, existe um ônibus de cor verde e branca parado na horizontal, entre arbustos. Ao lado, um carro estacionado de frente para a câmera, e atrás um carro de tonalidade esverdeada com as portas abertas, também de frente para a câmera. No segundo plano da imagem, há a vasta vegetação, e por último o céu meio nublado.

Informações Adicionais: A respeito de Bernardo Sayão, foi vice-governador na gestão de José Ludovico de Almeida do estado de Goiás.
Sobre as informações descritas na inscrição da placa, a Especialista em Educação e Patrimônio Cultural e Artístico, Maria do Socorro Madeira (2019), afirma que: “[...] a criação, em 1958, de uma biblioteca pública denominada Biblioteca e Discoteca Visconde de Porto Seguro, em homenagem ‘ao historiador e diplomata Francisco Adolfo Varnhagen, perseverante pesquisador de documentos de bibliotecas, que foi também sertanista e que, em diversos trabalhos, defendeu a interiorização’ (BIBLIOTECA, 1959)”. (MADEIRA, 2019, p. 16)
Segundo a especialista em Turismo Margarida Coelho (2009) apresenta na sua monografia uma cronologia histórica sobre a transferência da capital do Brasil desde o ano de 1749 até o ano de 2000, dentre os marcos históricos, destacamos a seguinte data e acontecimento: “[...] 1839 - O Visconde de Porto Seguro, o historiador Francisco Varnhagen, apresenta sugestão de erguer a nova capital no planalto de Formosa, em Goiás. [...]” (COELHO, 2009, p. 34). Existe próximo ao Museu Vivo da Memória Candanga, antigo Hospital do Juscelino Kubitschek de Oliveira, o Setor Habitacional Bernardo Sayão.
Segundo o geógrafo Orlando Valverde e a geógrafa e professora Catharina Vergolino Dias (1967) informam sobre uma estátua criada em homenagem a Bernardo Sayão, assim apresentam com a imagem na página: “[...] Busto do Engenheiro Bernardo Saião de Carvalho Araújo, construtor da rodovia Belém-Brasília, em frente à residência da RODOBRÁS, em Uruaçu. [...]” (VALVERDE; DIAS, 1967, p. 337).
Há diversas narrativas sobre o acontecimento do dia da morte de Bernardo Sayão, nesse sentido a autora Léa Sayão descreve no livro ""Meu pai, Bernardo Sayão"" que: ""Ele viu tudo desde a primeira missa, mas não assistiu à inauguração da capital, pois quando ele fazia a rodovia Brasília-Belém, foi morto numa barraca, por uma enorme árvore que tombou em cima dele [...]. Seu motorista ficou sabendo e morreu de colapso [...]. No seu túmulo está escrita uma frase que ele sempre dizia: 'A luta por vezes é ingrata... mas é fecunda pois já estamos vendo a nova cidade que surge..."" (SAYÃO, L., 2004, p. 324).
A narrativa do Diário de Brasília (1960, p. 18-19) apresenta um lugar diferente sobre o acidente, ao descrever que: ""Engenheiro Bernardo Sayão - Entre as localidades de Imperatriz e Guamá, no Pará, a 30 km da fronteira do Maranhão, às 13,00 horas [sic], o Engenheiro Bernardo Sayão Carvalho Araújo, Vice-Governador de Goiás e Diretor Executivo da NOVACAP, é atingido por uma árvore gigantesca, que alcança em cheio o seu jipe de inspeção,. No momento, o Engenheiro Sayão inspecionava o lugar em que se utilizavam as obras de um campo em que deveria pousar, a 1.º [sic] de fevereiro, o avião presidencial para a cerimônia do encontro das suas pistas da Rodovia Belém-Brasília. Transportado em helicóptero para Açailândia, o Engenheiro faleceu antes mesmo de poder ser socorrido pelos médicos."" (BRASIL, 1960, p. 18-19)
"

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