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NOV.D.1 (8)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-8
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Exposição de divulgação sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, sem identificação do local e da data. Em destaque, cinco figuras humanas masculinas com vestes formais (paletó, calça e gravata) estão posando para a foto, sendo que três estão usando óculos de grau e o que está ao centro segura um cigarro em sua mão esquerda. As duas figuras masculinas à esquerda estão olhando a Revista Módulo nº 8 (julho de 1957 - edição especial: “Brasília a nova capital”). Na parte inferior da fotografia, uma mesa com tampo de vidro tem montes de papéis e o que aparenta ser um cinzeiro de vidro sobre o mesmo. Ao fundo, atrás das figuras masculinas, uma fotografia da maquete física do que pressupõe-se ser o Setor Bancário Sul ou algum outro setor central de Brasília sobre uma parede branca.
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DA REVISTA MÓDULO:
A Revista Módulo foi criada em 1955 pelo arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), sendo o editor do mesmo e tendo como tema principal a arquitetura, mas também temas sobre artes, urbanismo, design e cultura de forma geral. Em 1965 a Revista Módulo acabou por ser proibida pela ditadura militar do Brasil que iniciou-se em 1964 e voltou a circular em 1975, acabando definitivamente em 1986.
Revista Módulo nº 8 (julho de 1957 - edição especial) “Brasília a nova capital”. Diretores responsáveis: Oscar Niemeyer e Marcos Jaimovich. Conselho de redação composto por Vinicius de Moraes. “Edição especial: Brasília, a nova capital do Brasil. Tiragem de 11.000 exemplares, texto em português e alemão, e uma separata em francês e inglês. Esta edição foi realizada com a colaboração da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil e da Divisão Cultural do Itamarati, representada por seus diretores, conselheiro Meira Penna e primeiro secretário Wladimir Murtinho.”
"

Untitled

NOV.D.1 (38)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-38
  • Item
  • 23/01/1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Exposição sobre a construção da nova capital, Brasília, no Ministério da Educação no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, em 23 de janeiro de 1958. Em destaque, duas figuras humanas femininas com vestes formais (vestidos longos, saia, camisa e acessórios). Ambas observam a maquete física que representa as superquadras de Brasília. A mulher à direita segura a bolsa e o que aparenta ser um leque de penas na sua mão esquerda. No canto direito da fotografia, uma luminária está apontada para a maquete das superquadras. Ao fundo, outras figuras humanas, uma mulher e um homem estão observando fotografias das informações e da maquete física do Palácio do Congresso Nacional e da Praça dos Três Poderes.
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
INFORMAÇÕES ADICIONAIS SOBRE AS SUPERQUADRAS DE BRASÍLIA:
A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
SOBRE A PRAÇA DOS TRÊS PODERES:
Praça cívica onde se reúnem três importantes monumentos da política brasileira, projetada em formato de triângulo equilátero, inspirada na ideia do equilíbrio entre os 3 poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário; cunhada por Montesquieu (1689-1755) (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.23).
"

Untitled

NOV.B.19 (57)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-57
  • Item
  • 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem da maquete física, de materiais não identificados, da concepção do altar da primeira missa de Brasília. No registro há, na parte inferior, um corpo d’água e ao centro a construção do altar em meio a um gramado descampado. Uma grande cruz, provavelmente representando a cruz do Cruzeiro, encontra-se à frente do altar, próximo ao eixo central da obra, levemente deslocada para a esquerda.
A maquete contém bastante similaridade com o projeto presente nos desenhos arquitetônicos oficiais, disponíveis para consulta no Arquivo Público do Distrito Federal, em Brasília. Ela apresenta o mesmo posicionamento do painel de madeira do altar, ao centro; dos bancos, à esquerda; e do espaço de côro, à direita; e também dos pilares em formato de seta. A diferença está na disposição dos cabos de aço presos à lateral dos pilares, que tensionam e sustentam a cobertura de lona.

Informações adicionais: O projeto modernista do altar destinado à primeira missa de Brasília pode ser segmentado em três etapas: o desenho presente nas pranchas oficiais, a maquete elaborada e o projeto que foi materializado. Os dois primeiros momentos citados carregam similaridades, apesar de não serem iguais. Entretanto, a tenda construída para a cerimônia se difere bastante e tem caráter temporário e de improviso.
A obra foi elaborada por Oscar Niemeyer (1907-2012), em 10 de janeiro de 1957, data anterior à transferência da capital do Rio de Janeiro para Brasília, em 1º de outubro de 1957. O material contendo os desenhos originais está disposto em seis pranchas de papel vegetal desenhadas a grafite e encontram-se disponíveis no Arquivo Público do Distrito Federal, no fundo da SEDUMA (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente), mais precisamente, no escaninho 5. A ausência de carimbos em três das cinco folhas não permite saber se há mais desenhos que foram desenvolvidos para a ocasião.
"

Untitled

NOV.B.19 (42)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-42
  • Item
  • 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto branco, formato retrato, autor desconhecido. Imagem da fotografia que apresenta a vista lateral aérea da maquete física, de materiais não identificados, da Superquadra 308 Sul (SQS 308) do Plano Piloto de Brasília. À frente, se destacam a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima e o volume preliminar desenvolvido para a Escola Parque da 308 Sul. Mais ao fundo, em meio aos blocos residenciais, há a proposta preliminar de forma para a Escola Classe da quadra. Por último, em último plano é possível identificar os blocos comerciais locais e o mercado, localizado no centro do eixo comercial.
Esta maquete foi bastante fotografada para publicações em revistas de arquitetura e urbanismo, tais como Revista Brasília e L’Architecture d’Aujourd’hui.

Informações adicionais sobre as superquadras de Brasília: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.

Informações adicionais sobre a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima: A Igreja Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecida como “Igrejinha”, erguida entre março e junho de 1958, localizada na Entrequadra Sul 307/308 na Asa Sul, foi o primeiro templo católico construído no Plano Piloto em Brasília. Este constitui um modelo de integração entre a forma arquitetônica do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e a função estrutural desenvolvidas em parceria com o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e com a Construtora Ibira. Sua cobertura, dividida em seis lajes, está em um plano curvo apoiado em três pilares triangulares de concreto, gerando a forma de catenária (curva assumida por uma corrente ou cabo flexível suspensa fixada apenas por suas extremidades e sujeita somente à força de seu próprio peso). No topo do pilar central, sobressai a cruz cristã posicionada paralelamente à base. As paredes da vedação, compostas de concreto, estão dispostas em um plano curvo contínuo sob a projeção de sombra triangular da cobertura, sugerindo mais delicadeza a um pequeno edifício, o qual possui uma grande abertura central. Além disso, sobressai o harmonioso azulejo de autoria do artista Athos Bulcão (1918-2008) contido por toda a extensão das paredes externas. Em sua lateral esquerda e direita destaca-se a janela em fita seccionada em três partes verticalmente a qual atualmente serve como porta de acesso restrito. Já na parte posterior do monumento há cincos janelas que detém formas retangulares e quadradas ora em sentido vertical ora em sentido horizontal.
Informações adicionais sobre a Escola Parque da 308 Sul e o sistema educacional de Brasília: Escola Parque da 308 Sul é um exemplo icônico de arquitetura moderna brasileira e um importante trabalho do arquiteto João Filgueiras Lima, conhecido como Lelé. Segundo o Projeto Político Pedagógico a Escola Parque da 307/308 Sul foi entregue à população de Brasília em 21 de abril de 1960, iniciando o ano letivo em 16 de maio do mesmo ano.
O prédio da escola é composto por uma série de pavilhões que se distribuem em torno de um grande pátio central. A estrutura é leve e a escola foi projetada para que a ventilação natural possa ser maximizada, além de possuir uma série de elementos de controle solar.
Os pavilhões da escola são compostos por estruturas de concreto e metal, com paredes de vidro que permitem a entrada de luz natural e proporcionam vistas para o pátio central. As paredes internas das salas de aula são revestidas de madeira, criando um ambiente acolhedor e aconchegante.
A escola também conta com um grande número de áreas externas, como o pátio central, o parque infantil e os jardins, que foram projetados para incentivar a interação e o contato com a natureza. A escola tem como um de seus objetivos a promoção de um ambiente educacional saudável e acolhedor.
Além disso, a escola possui uma série de elementos arquitetônicos que são característicos do trabalho de Lelé, como a valorização da luz natural, a integração dos espaços internos e externos, e a preocupação com a sustentabilidade. A escola é um exemplo notável do trabalho de Lelé e um patrimônio arquitetônico importante da cidade de Brasília.
De acordo com Juscelino Kubitschek (1902 – 1976) o projeto de criação da nova capital buscava abarcar todas as áreas relevantes para o desenvolvimento da nação e do indivíduo. E a educação não ficaria de fora desse planejamento, pelo contrário, teve sempre lugar destaque. Acreditavam que o sistema educacional idealizado aqui serviria como base e modelo para ser seguido no resto do país. Dessa forma, deram prioridade a execução de um plano educacional que enfatiza a democratização do ensino e que ele se ajustasse às peculiaridades urbanísticas propostas por Lucio Costa (1902 – 1998). O plano de construção das escolas levou em consideração a quantidade de habitantes na região e foram divididas da seguinte forma:
• Jardins da infância - destinados à educação de crianças nas idades de 4, 5 e 6 anos;
• Escolas-classe: para a educação intelectual sistemática de menores nas idades de 7 a 14 anos, em curso completo de seis anos ou séries escolares;
• Escolas-parque - destinadas a complementar a tarefa das ""escolas-classe"", mediante o desenvolvimento artístico, físico e recreativo da criança e sua iniciação no trabalho, mediante uma rede de instituições ligadas entre si, dentro da mesma área.
O plano educacional foi pensado por uma equipe técnica chefiada pelo professor Anísio Teixeira (1900 – 1971) e entraria em vigor após a inauguração de Brasília. Entretanto, com a construção da capital, famílias mudaram-se para o planalto central e a demanda por educação para os seus filhos passou a existir antes mesmo do Plano Educacional e as estruturas físicas das escolas ficarem prontas.
A Escola Parque 308 Sul adota uma abordagem pedagógica inovadora, baseada na interdisciplinaridade, na criatividade e na participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem. Além disso, a escola oferece atividades extracurriculares, como oficinas de música, teatro, dança e artes plásticas, visando o desenvolvimento integral dos estudantes.
A escola atende alunos do ensino fundamental e médio, e tem uma proposta curricular que busca formar cidadãos críticos e engajados socialmente. Além disso, a escola tem um compromisso com a inclusão social e oferece atendimento educacional especializado para alunos com deficiência.
Em resumo, a Escola Parque 308 Sul é uma escola pública de destaque em Brasília, que busca uma educação de qualidade e inovadora, com foco no desenvolvimento integral dos estudantes e na formação de cidadãos críticos e engajados socialmente.
"

Untitled

NOV.B.19 (41)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-41
  • Item
  • 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem da vista lateral aérea da maquete física, de materiais não identificados, da Superquadra 308 Sul (SQS 308) do Plano Piloto de Brasília. À frente, se destacam os blocos comerciais locais e o mercado, localizado no centro do eixo comercial. Logo atrás, em meio aos blocos residenciais, há a proposta preliminar de forma, composta por duas lâminas curvas, para a Escola Classe da quadra. Por último, ao fundo, é possível identificar a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima e o volume preliminar desenvolvido para a Escola Parque da 308 Sul.
Esta fotografia está presente na Revista Brasília, da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), na edição nº 9, de setembro de 1957 (BRASIL, 1957, p. 8-9). A maquete também foi fotografada para publicações em revistas internacionais de arquitetura e urbanismo, como o periódico francês L’Architecture d’Aujourd’hui.

Informações adicionais sobre as superquadras de Brasília: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.

Informações adicionais sobre a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima: A Igreja Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecida como “Igrejinha”, erguida entre março e junho de 1958, localizada na Entrequadra Sul 307/308 na Asa Sul, foi o primeiro templo católico construído no Plano Piloto em Brasília. Este constitui um modelo de integração entre a forma arquitetônica do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e a função estrutural desenvolvidas em parceria com o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e com a Construtora Ibira. Sua cobertura, dividida em seis lajes, está em um plano curvo apoiado em três pilares triangulares de concreto, gerando a forma de catenária (curva assumida por uma corrente ou cabo flexível suspensa fixada apenas por suas extremidades e sujeita somente à força de seu próprio peso). No topo do pilar central, sobressai a cruz cristã posicionada paralelamente à base. As paredes da vedação, compostas de concreto, estão dispostas em um plano curvo contínuo sob a projeção de sombra triangular da cobertura, sugerindo mais delicadeza a um pequeno edifício, o qual possui uma grande abertura central. Além disso, sobressai o harmonioso azulejo de autoria do artista Athos Bulcão (1918-2008) contido por toda a extensão das paredes externas. Em sua lateral esquerda e direita destaca-se a janela em fita seccionada em três partes verticalmente a qual atualmente serve como porta de acesso restrito. Já na parte posterior do monumento há cincos janelas que detém formas retangulares e quadradas ora em sentido vertical ora em sentido horizontal.
Informações adicionais sobre a Escola Parque da 308 Sul e o sistema educacional de Brasília: Escola Parque da 308 Sul é um exemplo icônico de arquitetura moderna brasileira e um importante trabalho do arquiteto João Filgueiras Lima, conhecido como Lelé. Segundo o Projeto Político Pedagógico a Escola Parque da 307/308 Sul foi entregue à população de Brasília em 21 de abril de 1960, iniciando o ano letivo em 16 de maio do mesmo ano.
O prédio da escola é composto por uma série de pavilhões que se distribuem em torno de um grande pátio central. A estrutura é leve e a escola foi projetada para que a ventilação natural possa ser maximizada, além de possuir uma série de elementos de controle solar.
Os pavilhões da escola são compostos por estruturas de concreto e metal, com paredes de vidro que permitem a entrada de luz natural e proporcionam vistas para o pátio central. As paredes internas das salas de aula são revestidas de madeira, criando um ambiente acolhedor e aconchegante.
A escola também conta com um grande número de áreas externas, como o pátio central, o parque infantil e os jardins, que foram projetados para incentivar a interação e o contato com a natureza. A escola tem como um de seus objetivos a promoção de um ambiente educacional saudável e acolhedor.
Além disso, a escola possui uma série de elementos arquitetônicos que são característicos do trabalho de Lelé, como a valorização da luz natural, a integração dos espaços internos e externos, e a preocupação com a sustentabilidade. A escola é um exemplo notável do trabalho de Lelé e um patrimônio arquitetônico importante da cidade de Brasília.
De acordo com Juscelino Kubitschek (1902 – 1976) o projeto de criação da nova capital buscava abarcar todas as áreas relevantes para o desenvolvimento da nação e do indivíduo. E a educação não ficaria de fora desse planejamento, pelo contrário, teve sempre lugar destaque. Acreditavam que o sistema educacional idealizado aqui serviria como base e modelo para ser seguido no resto do país. Dessa forma, deram prioridade a execução de um plano educacional que enfatiza a democratização do ensino e que ele se ajustasse às peculiaridades urbanísticas propostas por Lucio Costa (1902 – 1998). O plano de construção das escolas levou em consideração a quantidade de habitantes na região e foram divididas da seguinte forma:
• Jardins da infância - destinados à educação de crianças nas idades de 4, 5 e 6 anos;
• Escolas-classe: para a educação intelectual sistemática de menores nas idades de 7 a 14 anos, em curso completo de seis anos ou séries escolares;
• Escolas-parque - destinadas a complementar a tarefa das ""escolas-classe"", mediante o desenvolvimento artístico, físico e recreativo da criança e sua iniciação no trabalho, mediante uma rede de instituições ligadas entre si, dentro da mesma área.
O plano educacional foi pensado por uma equipe técnica chefiada pelo professor Anísio Teixeira (1900 – 1971) e entraria em vigor após a inauguração de Brasília. Entretanto, com a construção da capital, famílias mudaram-se para o planalto central e a demanda por educação para os seus filhos passou a existir antes mesmo do Plano Educacional e as estruturas físicas das escolas ficarem prontas.
A Escola Parque 308 Sul adota uma abordagem pedagógica inovadora, baseada na interdisciplinaridade, na criatividade e na participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem. Além disso, a escola oferece atividades extracurriculares, como oficinas de música, teatro, dança e artes plásticas, visando o desenvolvimento integral dos estudantes.
A escola atende alunos do ensino fundamental e médio, e tem uma proposta curricular que busca formar cidadãos críticos e engajados socialmente. Além disso, a escola tem um compromisso com a inclusão social e oferece atendimento educacional especializado para alunos com deficiência.
Em resumo, a Escola Parque 308 Sul é uma escola pública de destaque em Brasília, que busca uma educação de qualidade e inovadora, com foco no desenvolvimento integral dos estudantes e na formação de cidadãos críticos e engajados socialmente.
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Untitled

NOV.B.19 (33)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-33
  • Item
  • 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto branco, formato retrato, autor H. Franceschi. Vista superior da maquete física, de materiais não identificados, da Superquadra 308 Sul (SQS 308) do Plano Piloto de Brasília. À esquerda há a via comercial local, portanto, na parte inferior há um mercado e na parte superior, dos dois lados da rua, encontram-se os blocos de comércio local. Ao centro estão dispostos os blocos residenciais, de 6 pavimentos sobre pilotis, com marquises anexas. Em meio a eles, está disposta a Escola Classe da quadra, ainda em um formato preliminar, composto por dois planos curvos que se interseccionam. Por último, do lado direito, se destacam, na parte inferior, a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima e, na parte superior, o volume preliminar desenvolvido para a Escola Parque da 308 Sul. Ademais, é válido ressaltar a mudança no traçado viário da maquete, ortogonal no exterior da superquadra e orgânico no interior.
Uma fotografia similar a esta está exposta na Revista Brasília, da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), na edição nº13, de janeiro de 1958 (BRASIL, 1958, p. 12-13), e na edição nº 80, de outubro e novembro de 1958, do periódico francês L’Architecture d’Aujourd’hui.

Informações adicionais sobre as superquadras de Brasília: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.

Informações adicionais sobre a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima: A Igreja Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecida como “Igrejinha”, erguida entre março e junho de 1958, localizada na Entrequadra Sul 307/308 na Asa Sul, foi o primeiro templo católico construído no Plano Piloto em Brasília. Este constitui um modelo de integração entre a forma arquitetônica do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e a função estrutural desenvolvidas em parceria com o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e com a Construtora Ibira. Sua cobertura, dividida em seis lajes, está em um plano curvo apoiado em três pilares triangulares de concreto, gerando a forma de catenária (curva assumida por uma corrente ou cabo flexível suspensa fixada apenas por suas extremidades e sujeita somente à força de seu próprio peso). No topo do pilar central, sobressai a cruz cristã posicionada paralelamente à base. As paredes da vedação, compostas de concreto, estão dispostas em um plano curvo contínuo sob a projeção de sombra triangular da cobertura, sugerindo mais delicadeza a um pequeno edifício, o qual possui uma grande abertura central. Além disso, sobressai o harmonioso azulejo de autoria do artista Athos Bulcão (1918-2008) contido por toda a extensão das paredes externas. Em sua lateral esquerda e direita destaca-se a janela em fita seccionada em três partes verticalmente a qual atualmente serve como porta de acesso restrito. Já na parte posterior do monumento há cincos janelas que detém formas retangulares e quadradas ora em sentido vertical ora em sentido horizontal.
Informações adicionais sobre a Escola Parque da 308 Sul e o sistema educacional de Brasília: Escola Parque da 308 Sul é um exemplo icônico de arquitetura moderna brasileira e um importante trabalho do arquiteto João Filgueiras Lima, conhecido como Lelé. Segundo o Projeto Político Pedagógico a Escola Parque da 307/308 Sul foi entregue à população de Brasília em 21 de abril de 1960, iniciando o ano letivo em 16 de maio do mesmo ano.
O prédio da escola é composto por uma série de pavilhões que se distribuem em torno de um grande pátio central. A estrutura é leve e a escola foi projetada para que a ventilação natural possa ser maximizada, além de possuir uma série de elementos de controle solar.
Os pavilhões da escola são compostos por estruturas de concreto e metal, com paredes de vidro que permitem a entrada de luz natural e proporcionam vistas para o pátio central. As paredes internas das salas de aula são revestidas de madeira, criando um ambiente acolhedor e aconchegante.
A escola também conta com um grande número de áreas externas, como o pátio central, o parque infantil e os jardins, que foram projetados para incentivar a interação e o contato com a natureza. A escola tem como um de seus objetivos a promoção de um ambiente educacional saudável e acolhedor.
Além disso, a escola possui uma série de elementos arquitetônicos que são característicos do trabalho de Lelé, como a valorização da luz natural, a integração dos espaços internos e externos, e a preocupação com a sustentabilidade. A escola é um exemplo notável do trabalho de Lelé e um patrimônio arquitetônico importante da cidade de Brasília.
De acordo com Juscelino Kubitschek (1902 – 1976) o projeto de criação da nova capital buscava abarcar todas as áreas relevantes para o desenvolvimento da nação e do indivíduo. E a educação não ficaria de fora desse planejamento, pelo contrário, teve sempre lugar destaque. Acreditavam que o sistema educacional idealizado aqui serviria como base e modelo para ser seguido no resto do país. Dessa forma, deram prioridade a execução de um plano educacional que enfatizasse a democratização do ensino e que ele se ajustasse às peculiaridades urbanísticas propostas por Lucio Costa (1902 – 1998). O plano de construção das escolas levou em consideração a quantidade de habitantes na região e foram divididas da seguinte forma:
• Jardins da infância - destinados à educação de crianças nas idades de 4, 5 e 6 anos;
• Escolas-classe: para a educação intelectual sistemática de menores nas idades de 7 a 14 anos, em curso completo de seis anos ou séries escolares;
• Escolas-parque - destinadas a complementar a tarefa das ""escolas-classe"", mediante o desenvolvimento artístico, físico e recreativo da criança e sua iniciação no trabalho, mediante uma rede de instituições ligadas entre si, dentro da mesma área.
O plano educacional foi pensado por uma equipe técnica chefiada pelo professor Anísio Teixeira (1900 – 1971) e entraria em vigor após a inauguração de Brasília. Entretanto, com a construção da capital, famílias mudaram-se para o planalto central e a demanda por educação para os seus filhos passou a existir antes mesmo do Plano Educacional e as estruturas físicas das escolas ficarem prontas.
A Escola Parque 308 Sul adota uma abordagem pedagógica inovadora, baseada na interdisciplinaridade, na criatividade e na participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem. Além disso, a escola oferece atividades extracurriculares, como oficinas de música, teatro, dança e artes plásticas, visando o desenvolvimento integral dos estudantes.
A escola atende alunos do ensino fundamental e médio, e tem uma proposta curricular que busca formar cidadãos críticos e engajados socialmente. Além disso, a escola tem um compromisso com a inclusão social e oferece atendimento educacional especializado para alunos com deficiência.
Em resumo, a Escola Parque 308 Sul é uma escola pública de destaque em Brasília, que busca uma educação de qualidade e inovadora, com foco no desenvolvimento integral dos estudantes e na formação de cidadãos críticos e engajados socialmente.
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Untitled

NOV.B.19 (32)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-32
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem da maquete física de uma residência moderna, provavelmente destinada para as áreas dos setores ilhados de casas individuais - atualmente correspondentes às regiões Lago Sul e Lago Norte -, projetados para Brasília por Lucio Costa. O projeto, não identificado, corresponde a uma residência térrea composta por dois volumes principais, conectados por uma área de circulação coberta. O terreno do lote é plano e a implantação do projeto possibilitou a presença de dois espaços de jardim: o maior, localizado na parte da frente da propriedade (onde há, também, uma piscina em formato irregular), e o menor, situado na lateral esquerda. Além disso, o acesso dos veículos é pela parte lateral posterior da casa, enquanto o acesso principal de pedestres é pela parte frontal do terreno. O telhado do volume principal é dividido em duas águas, embutido na platibanda, enquanto o do espaço secundário é em uma. Por último, deve-se mencionar que essa habitação é um exemplar da arquitetura moderna, e algumas características evidenciam isso, como a escolha projetual por volumes simples, fechamentos em pele de vidro, presença de cobogós e de janelas em fita.

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NOV.B.19 (31)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-31
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem superior da maquete física de uma residência moderna, provavelmente destinada para as áreas dos setores ilhados de casas individuais - atualmente correspondentes às regiões Lago Sul e Lago Norte -, projetados para Brasília por Lucio Costa. O projeto, não identificado, corresponde a uma residência térrea composta por dois volumes principais, conectados por uma área de circulação coberta. O terreno do lote é plano e a implantação do projeto possibilitou a presença de dois espaços de jardim: o maior, localizado na parte da frente da propriedade (onde há, também, uma piscina em formato irregular), e o menor, situado na lateral esquerda. Além disso, o acesso dos veículos é pela parte lateral posterior da casa, enquanto o acesso principal de pedestres é pela parte frontal do terreno. O telhado do volume principal é dividido em duas águas, embutido na platibanda, enquanto o do espaço secundário é em uma. Por último, deve-se mencionar que essa habitação é um exemplar da arquitetura moderna, e algumas características evidenciam isso, como a escolha projetual por volumes simples, fechamentos em pele de vidro, presença de cobogós e de janelas em fita.

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NOV.B.19 (156)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-156
  • Item
  • 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem, autor desconhecido. Vista da maquete física preliminar das áreas residenciais do Plano Piloto de Brasília, projetado por Lucio Costa. No enquadramento da imagem são apresentadas quatro superquadras, dispostas nos lados esquerdo e direito da fotografia, separadas verticalmente por um largo sistema rodoviário. Além disso, horizontalmente, essas áreas são cortadas por uma via de acesso aos comércios locais, dispostos paralelamente nos dois lados da rua. Não é possível identificar precisamente quais são as superquadras correspondentes, entretanto, pode-se inferir que as três vias centrais simbolizam o Eixo Rodoviário de Brasília, o Eixo Rodoviário W e o L. Ainda, uma importante obra arquitetônica é representada no canto inferior esquerdo, voltada para a via expressa central, a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima.

Informações adicionais sobre as superquadras de Brasília: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.

Informações adicionais sobre a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima: A Igreja Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecida como “Igrejinha”, erguida entre março e junho de 1958, localizada na Entrequadra Sul 307/308 na Asa Sul, foi o primeiro templo católico construído no Plano Piloto em Brasília. Este constitui um modelo de integração entre a forma arquitetônica do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e a função estrutural desenvolvidas em parceria com o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e com a Construtora Ibira. Sua cobertura, dividida em seis lajes, está em um plano curvo apoiado em três pilares triangulares de concreto, gerando a forma de catenária (curva assumida por uma corrente ou cabo flexível suspensa fixada apenas por suas extremidades e sujeita somente à força de seu próprio peso). No topo do pilar central, sobressai a cruz cristã posicionada paralelamente à base. As paredes da vedação, compostas de concreto, estão dispostas em um plano curvo contínuo sob a projeção de sombra triangular da cobertura, sugerindo mais delicadeza a um pequeno edifício, o qual possui uma grande abertura central. Além disso, sobressai o harmonioso azulejo de autoria do artista Athos Bulcão (1918-2008) contido por toda a extensão das paredes externas. Em sua lateral esquerda e direita destaca-se a janela em fita seccionada em três partes verticalmente a qual atualmente serve como porta de acesso restrito. Já na parte posterior do monumento há cincos janelas que detém formas retangulares e quadradas ora em sentido vertical ora em sentido horizontal."

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NOV.B.19 (13)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-13
  • Item
  • 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem, autor desconhecido. Vista da maquete física, de materiais não identificados, das áreas residenciais - possivelmente, das superquadras 400 - do Plano Piloto (PP) de Brasília. A imagem é um fragmento incompleto de uma grande maquete de estudo projetual das áreas destinadas à habitação no PP. Nesse recorte, é possível identificar, à direita, parte de duas superquadras de blocos de 6 pavimentos, enquanto, ao centro, há um modelo diferente de superquadra, composto por blocos residenciais de 3 pavimentos com pilotis, alternados por um sistema viário interno central, envoltos por grandes espaços verdes. Ainda nesse fragmento, uma única via de acesso conecta esse núcleo habitacional com as demais quadras. Centralizados com essa entrada, foram implantados dois pequenos volumes que, provavelmente, representavam equipamentos públicos. Ademais, do lado esquerdo, encontra-se a base da maquete exposta, portanto, sem a representação das demais áreas projetadas. Por último, deve-se evidenciar a presença da escala automotiva na representação física.

Informações adicionais sobre as superquadras de Brasília: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.
"

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