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NOV. B-25 (7)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-25-7
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Imagem fotográfica em formato horizontal e em preto e branco, datada 1959-1960, que foi fotografada por Mário Fontenelle. Apresenta o início do cemitério do Campo da Esperança, em Brasília. A imagem fotográfica, está composta por três planos. No primeiro plano, compreende-se a região destinada para o túmulo, onde percebe-se a distribuição de areia de tonalidade clara sobre terra vermelha, que teve a vegetação do Cerrado removida. Trata-se do túmulo do engenheiro agrônomo, Bernardo Sayão Carvalho de Araújo (Nascimento: Tijuca-RJ, 18/06/1901; Falecimento: Açailândia-MA, 15/01/1959). A mencionada areia está localizada no lado inferior esquerdo, centro e lado inferior direito, sendo que neste espaço existe a centralidade do túmulo. Assim, o túmulo contém os seguintes elementos: formado por um amontoado de terra vermelha que está integrado com ornamentos de coroas de flores. As coroas são compostas por flores variadas de cinco pétalas de pequeno e médio portes, com flores similares às de margaridas (Asteraceae sp) ou às de gérberas (Gerbera jamesonii Bolus). Ao redor da terra vermelha, embasamento com pavimentação, similar ao concreto, ou pedras em formatos quadrados, criando assim, uma base retangular. Em duas extremidades da base, evidencia-se dois coqueiros pequenos, sendo cada planta em cada extremidade. À direita das plantas de palmeiras, atrás do amontoado de terra vermelha, localiza-se ao amontoado de terra estrutura da cruz de madeira, que contém uma coroa de flores de copo de leite (Zantedeschia aethiopica), e outra similar, à margarida (Asteraceae sp.) sobre a Cruz, em que todas se encontram em tonalidades claras. Na transição do primeiro plano para o segundo que existe uma vegetação rasteira (porte baixo), que indica para alteração da paisagem pela ação humana, localiza-se uma placa de madeira fixada no solo com plantas rasteiras, de estatura média, sendo possível visualizar à frente. Nesta parte, contém as seguintes características: com uma pintura de tinta branca e inscrição em cinco linhas, onde foi possível identificar a palavra “cemitério” em caixa alta, infere-se sobre a primeira “SEN” em caixa alta e na quinta linha “10”, algoritmo não identificado em seguida espaço, seguido de “1018”. As outras inscrições, nas linhas terceira e quinta, possuem letras menores. Ainda no segundo plano, ao lado esquerdo encontra-se um automóvel identificado como um Jeep, posicionado na diagonal permitindo visualizar o ângulo da parte da frente e do lado externo. Neste sentido, no ângulo externo, próximo a roda anterior, na coluna frontal no sentido vertical, encontra-se duas inscrições: a primeira de cima para baixo, “Jeep”; a segunda, um símbolo que infere-se ser um carimbo circular que ao centro existe uma inscrição que infere-se ser “4” com outro algarismo ou letra. Ademais, na parte da carroceria na linha de freio, abaixo da porta, a inscrição em letras maiúsculas “NOVACAP”. Ao centro desse plano, encontra-se um objeto desconhecido de formato quadrado no meio da vegetação rasteira; mais a frente, no lado direito, um amontoado de areia de tonalidade branca. No terceiro plano, atrás do Jeep, encontra-se vegetação com características de cerrado típico. Acima da copa das árvores o céu com presença de nuvens.

Informações Adicionais: A respeito de Bernardo Sayão, foi vice-governador na gestão de José Ludovico de Almeida do estado de Goiás.
Sobre as informações descritas na inscrição da placa, a Especialista em Educação e Patrimônio Cultural e Artístico, Maria do Socorro Madeira (2019), afirma que: “[...] a criação, em 1958, de uma biblioteca pública nominada Biblioteca e Discoteca Visconde de Porto Seguro, em homenagem ‘ao historiador e diplomata Francisco Adolfo Varnhagen, perseverante pesquisador de documentos de bibliotecas, que foi também sertanista e que, em diversos trabalhos, defendeu a interiorização’ (BIBLIOTECA, 1959)”. (MADEIRA, 2019, p. 16)
Segundo a especialista em Turismo Margarida Coelho (2009) apresenta na sua monografia uma cronologia histórica sobre a transferência da capital do Brasil desde o ano de 1749 até o ano de 2000, dentre os marcos históricos, destacamos a seguinte data e acontecimento: “[...] 1839 - O Visconde de Porto Seguro, historiador Francisco Varnhagen, apresenta sugestão de erguer a nova capital no planalto de Formosa, em Goiás. [...]” (COELHO, 2009, p. 34). Existe próximo ao Museu Vivo da Memória Candanga, antigo Hospital do Juscelino Kubitschek de Oliveira, o Setor Habitacional Bernardo Sayão.
Segundo o geógrafo Orlando Valverde e a geógrafa e professora Catharina Vergolino Dias (1967) informam sobre uma estátua criada em homenagem a Bernardo Sayão, assim apresentam com a imagem na página: “[...] Busto do Engenheiro Bernardo Saião de Carvalho Araújo, construtor da rodovia Belém-Brasília, em frente à residência da RODOBRÁS, em Uruaçu. [...]” (VALVERDE; DIAS, 1967, p. 337).
Há diversas narrativas sobre o acontecimento do dia da morte de Bernardo Sayão, nesse sentido a autora Léa Sayão descreve no livro ""Meu pai, Bernardo Sayão"" que: ""Ele viu tudo desde a primeira missa, mas não assistitu à inauguração da capital, pois quando ele fazia a rodovia Brasília-Belém, foi morto numa barraca, por uma enorme árvre que tombou em cima dele [...]. Seu motorista ficou sabendo e morreu de colapso [...]. No seu túmulo está escrito uma frase que ele sempre dizia: 'A luta por vezes é ingrata... mas é fecunda pois já estamos vendo anova cidade que surge..."" (SAYÃO, L., 2004, p. 324).
A narrativa do Diário de Brasília (1960, p. 18-19) apresenta um lugar diferente sobre o acidente, ao descrever que: ""Engenheiro Berardo Sayão - Entre as localidades de Imperatriz e Guamá, no Pará, a 30 km da fronteira do Maranhão, às 13,00 horas [sic], o Engenheiro Bernardo Sayão Carvalho Araújo, Vice-Governardor de Goiás e Diretor Executivo da NOVACAP, é atigindo por uma árvore gigantesca, que alcança em cheio o seu jipe de inspeção,. No momento, o Engenheiro Sayão inspecionava o lugar em que se utlimavam as obras de um campo em que deverá pousar, a 1.º [sic] de fevereiro, o avião presidencial para a cerimônia do encontro das suas pistas da Rodovia Belém-Brasília. Transportado em helicóptero para Açailândia, o Engenheiro falece antes mesmo de poder ser socorrido pelos médicos."" (BRASIL, 1960, p. 18-19)

Fotografias remissivas: NOV-D-4-4-C-2 (35); NOV-D-4-4-C-2 (36);NOV-D-4-4-C-2 (37); NOV-D-4-4-C-2 (38); NOV-D-4-4-C-2 (39); NOV-D-4-4-C-2 (40); NOV-D-4-4-C-2 (41); NOV-D-4-4-C-2 (42); NOV-D-4-4-C-2 (43); NOV-D-4-4-C-2 (44); NOV-D-4-4-C-2 (45); NOV-D-4-4-C-2 (46); NOV-D-4-4-C-2 (65); NOV-D-4-4-C-2 (145); NOV-D-4-4-C-2 (146); NOV-D-4-4-C-2 (147)."

Untitled

NOV. B-25 (1)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-25-1
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Imagem fotográfica em formato vertical e em preto e branco, datada de 1959-1960, apresenta o início do cemitério do Campo da Esperança, em Brasília. No primeiro plano, areia branca sobre a terra vermelha removida da mata seca (cerrado típico), com túmulo de amontoado de terra vermelha com ornamentos de coroas de flores e folhas por cima, tais ornamentos são alusivos à “coroa de espinhos” de uma divindade da religião do cristianismo, podendo ser chamado de Jesus Cristo ou Jeová. Trata-se do túmulo do engenheiro agrônomo, Bernardo Sayão Carvalho de Araújo (Nascimento: Tijuca-RJ, 18/06/1901; Falecimento: Açailândia-MA, 15/01/1959). Sobre o túmulo uma placa (simples) em formato quadrado, aparentemente, julga-se ser, um chassi de madeira para tela, com o estado de conservação em deterioração, fincado sobre a terra, que contém uma inscrição, de cor escura sobre fundo claro da tela, em letra de forma, indica ser uma mensagem póstuma, “Homenagem da Biblioteca e Discoteca Visconde de Porto Seguro” abaixo continua com “ao Herói de Brasília Dr. Bernardo Sayão de Araújo” logo mais com tamanho da fonte menor, no canto inferior direito, “Brasília 2 de Novembro de 1959”. Ao redor do túmulo, embasado com pavimentação, similar ao concreto, ou pedras em formatos quadrados em cinco fileiras, e estrutura da cruz em madeira, que contém uma coroa de espinhos sobre a Cruz.
Atrás da delimitação de areia, constata vegetação típica de campo sujo, e cerrado típico ao fundo, composta por tapete de gramíneos com árvores e arbustos esparsos. No meio da vegetação existe um fragmento que forma um caminho para a passagem de pessoas, sendo esse caminho chamado de “caminho do desejo” ou como “caminho de rato”. O percurso possui um leve formato em “S”, porém mais comprido, que direciona a estrutura de cruz em madeira e tem continuidade. Este percurso tem início ao lado direito da fotografia, logo após a delimitação do túmulo de Bernardo Sayão, e tem continuidade ao lado direito. Essa divisão de direita e esquerdo do percurso está associada à estrutura da cruz de Sayão. Após o percurso, identifica-se uma cruz outra. Para localizar essa cruz outra, é necessário se atentar a dois pontos: o primeiro é a cruz de Sayão, um pouco à esquerda, na altura do meio; e o segundo o final do caminho. Ademais, foi possível verificar uma terceira cruz, localizada à direita da primeira árvore de porte alto, também ao lado direito da fotografia. Sobre esses dois túmulos, infere-se que um destes seja do Benedito Segundo, conforme apresenta o Diário de Brasília (1960, p. 19-20), “Sábado, 17 de janeiro de 1959” sobre o sepultado de Sayão e Segundo, pois os dois faleceram no mesmo acidente da árvore. Assim menciona o Diário de Brasília (1960): “[...] o Presidente Juscelino Kubitschek, a fim de partir da cerimônia do enterramento, no cemitério da cidade, dos restos mortais do Engenheiro Bernardo Sayão Carvalho Araújo. Juntamente com Bernardo Sayão é sepultado Segundo, chauffeur de seu jipe, também mortalmente atingido no acidente. ” (BRASIL, 1960, p. 20, grifos do autor). Ademais, existe uma outra narrativa, sobre Benedito Segundo, com base no historiador Adirson Vasconcelos (2011) em uma matéria da revista “O Pioneiro - Século 21”, ao descrever que: “[...] O motorista de Sayão, o Benedito Segundo, ao receber a notícia, caiu morto com um enfarte fulminante. Nos acampamentos, a consternação era geral. (VASCONCELOS, 2011, p. 08 - 09).
Acima da copa das árvores o céu com presença de nuvens.

Informações Adicionais: A respeito de Bernardo Sayão, foi vice-governador na gestão de José Ludovico de Almeida do estado de Goiás.
Sobre as informações descritas na inscrição da placa, a Especialista em Educação e Patrimônio Cultural e Artístico, Maria do Socorro Madeira (2019), afirma que: “[...] a criação, em 1958, de uma biblioteca pública nominada Biblioteca e Discoteca Visconde de Porto Seguro, em homenagem ‘ao historiador e diplomata Francisco Adolfo Varnhagen, perseverante pesquisador de documentos de bibliotecas, que foi também sertanista e que, em diversos trabalhos, defendeu a interiorização’ (BIBLIOTECA, 1959)”. (MADEIRA, 2019, p. 16)
Segundo a especialista em Turismo Margarida Coelho (2009) apresenta na sua monografia uma cronologia histórica sobre a transferência da capital do Brasil desde o ano de 1749 até o ano de 2000, dentre os marcos históricos, destacamos a seguinte data e acontecimento: “[...] 1839 - O Visconde de Porto Seguro, historiador Francisco Varnhagen, apresenta sugestão de erguer a nova capital no planalto de Formosa, em Goiás. [...]” (COELHO, 2009, p. 34). Existe próximo ao Museu Vivo da Memória Candanga, antigo Hospital do Juscelino Kubitschek de Oliveira, o Setor Habitacional Bernardo Sayão.
Segundo o geógrafo Orlando Valverde e a geógrafa e professora Catharina Vergolino Dias (1967) informam sobre uma estátua criada em homenagem a Bernardo Sayão, assim apresentam com a imagem na página: “[...] Busto do Engenheiro Bernardo Saião de Carvalho Araújo, construtor da rodovia Belém-Brasília, em frente à residência da RODOBRÁS, em Uruaçu. [...]” (VALVERDE; DIAS, 1967, p. 337).
Há diversas narrativas sobre o acontecimento do dia da morte de Bernardo Sayão, nesse sentido a autora Léa Sayão descreve no livro ""Meu pai, Bernardo Sayão"" que: ""Ele viu tudo desde a primeira missa, mas não assistitu à inauguração da capital, pois quando ele fazia a rodovia Brasília-Belém, foi morto numa barraca, por uma enorme árvre que tombou em cima dele [...]. Seu motorista ficou sabendo e morreu de colapso [...]. No seu túmulo está escrito uma frase que ele sempre dizia: 'A luta por vezes é ingrata... mas é fecunda pois já estamos vendo anova cidade que surge..."" (SAYÃO, L., 2004, p. 324).
A narrativa do Diário de Brasília (1960, p. 18-19) apresenta um lugar diferente sobre o acidente, ao descrever que: ""Engenheiro Berardo Sayão - Entre as localidades de Imperatriz e Guamá, no Pará, a 30 km da fronteira do Maranhão, às 13,00 horas [sic], o Engenheiro Bernardo Sayão Carvalho Araújo, Vice-Governardor de Goiás e Diretor Executivo da NOVACAP, é atigindo por uma árvore gigantesca, que alcança em cheio o seu jipe de inspeção,. No momento, o Engenheiro Sayão inspecionava o lugar em que se utlimavam as obras de um campo em que deverá pousar, a 1.º [sic] de fevereiro, o avião presidencial para a cerimônia do encontro das suas pistas da Rodovia Belém-Brasília. Transportado em helicóptero para Açailândia, o Engenheiro falece antes mesmo de poder ser socorrido pelos médicos."" (BRASIL, 1960, p. 18-19)

Fotografias remissivas: NOV-D-4-4-C-2 (35); NOV-D-4-4-C-2 (36);NOV-D-4-4-C-2 (37); NOV-D-4-4-C-2 (38); NOV-D-4-4-C-2 (39); NOV-D-4-4-C-2 (40); NOV-D-4-4-C-2 (41); NOV-D-4-4-C-2 (42); NOV-D-4-4-C-2 (43); NOV-D-4-4-C-2 (44); NOV-D-4-4-C-2 (45); NOV-D-4-4-C-2 (46); NOV-D-4-4-C-2 (65); NOV-D-4-4-C-2 (145); NOV-D-4-4-C-2 (146); NOV-D-4-4-C-2 (147).
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