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NOV.B.19 (77)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-77
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  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem parcial do croqui, em perspectiva de voo de pássaro, da Escola Parque da 308 Sul, projetada por Oscar Niemeyer (1907-2012). O projeto, ilustrado em nanquim, é composto por dois volumes principais, simples, conectados por um estreito corredor coberto. Há uma grande diferença de proporção entre eles, sendo a edificação ao fundo muito maior que a situada à frente, pois essa última abrigaria apenas o auditório da instituição, enquanto, a primeira comportaria todos os demais ambientes internos do programa de necessidades. Além disso, o volume maior possui cobertura shed e platibanda, enquanto, o volume menor contém apenas a platibanda e uma laje plana. Outros elementos arquitetônicos, tais como o térreo parcialmente em pilotis, os brises treliçados nas esquadrias das fachadas e a vedação externa em pele de vidro (cortina de vidro) no pavimento superior, contribuem para enquadrar a Escola Parque como um exemplar da arquitetura moderna brasileira. Por último, integram o desenho, a ilustração genérica do paisagismo e da proposta de paginação do piso externo.

Informações adicionais sobre a Escola Parque da 308 Sul e o sistema educacional de Brasília: Escola Parque da 308 Sul é um exemplo icônico de arquitetura moderna brasileira e um importante trabalho do arquiteto João Filgueiras Lima, conhecido como Lelé. Segundo o Projeto Político Pedagógico a Escola Parque da 307/308 Sul foi entregue à população de Brasília em 21 de abril de 1960, iniciando o ano letivo em 16 de maio do mesmo ano.
O prédio da escola é composto por uma série de pavilhões que se distribuem em torno de um grande pátio central. A estrutura é leve e a escola foi projetada para que a ventilação natural possa ser maximizada, além de possuir uma série de elementos de controle solar.
Os pavilhões da escola são compostos por estruturas de concreto e metal, com paredes de vidro que permitem a entrada de luz natural e proporcionam vistas para o pátio central. As paredes internas das salas de aula são revestidas de madeira, criando um ambiente acolhedor e aconchegante.
A escola também conta com um grande número de áreas externas, como o pátio central, o parque infantil e os jardins, que foram projetados para incentivar a interação e o contato com a natureza. A escola tem como um de seus objetivos a promoção de um ambiente educacional saudável e acolhedor.
Além disso, a escola possui uma série de elementos arquitetônicos que são característicos do trabalho de Lelé, como a valorização da luz natural, a integração dos espaços internos e externos, e a preocupação com a sustentabilidade. A escola é um exemplo notável do trabalho de Lelé e um patrimônio arquitetônico importante da cidade de Brasília.
De acordo com Juscelino Kubitschek (1902 – 1976) o projeto de criação da nova capital buscava abarcar todas as áreas relevantes para o desenvolvimento da nação e do indivíduo. E a educação não ficaria de fora desse planejamento, pelo contrário, teve sempre lugar destaque. Acreditavam que o sistema educacional idealizado aqui serviria como base e modelo para ser seguido no resto do país. Dessa forma, deram prioridade a execução de um plano educacional que enfatiza a democratização do ensino e que ele se ajustasse às peculiaridades urbanísticas propostas por Lucio Costa (1902 – 1998). O plano de construção das escolas levou em consideração a quantidade de habitantes na região e foram divididas da seguinte forma:
• Jardins da infância - destinados à educação de crianças nas idades de 4, 5 e 6 anos;
• Escolas-classe: para a educação intelectual sistemática de menores nas idades de 7 a 14 anos, em curso completo de seis anos ou séries escolares;
• Escolas-parque - destinadas a complementar a tarefa das ""escolas-classe"", mediante o desenvolvimento artístico, físico e recreativo da criança e sua iniciação no trabalho, mediante uma rede de instituições ligadas entre si, dentro da mesma área.
O plano educacional foi pensado por uma equipe técnica chefiada pelo professor Anísio Teixeira (1900 – 1971) e entraria em vigor após a inauguração de Brasília. Entretanto, com a construção da capital, famílias mudaram-se para o planalto central e a demanda por educação para os seus filhos passou a existir antes mesmo do Plano Educacional e as estruturas físicas das escolas ficarem prontas.
A Escola Parque 308 Sul adota uma abordagem pedagógica inovadora, baseada na interdisciplinaridade, na criatividade e na participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem. Além disso, a escola oferece atividades extracurriculares, como oficinas de música, teatro, dança e artes plásticas, visando o desenvolvimento integral dos estudantes.
A escola atende alunos do ensino fundamental e médio, e tem uma proposta curricular que busca formar cidadãos críticos e engajados socialmente. Além disso, a escola tem um compromisso com a inclusão social e oferece atendimento educacional especializado para alunos com deficiência.
Em resumo, a Escola Parque 308 Sul é uma escola pública de destaque em Brasília, que busca uma educação de qualidade e inovadora, com foco no desenvolvimento integral dos estudantes e na formação de cidadãos críticos e engajados socialmente.
"

Untitled

NOV.B.19 (78)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-78
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca, no formato paisagem. Croqui em aquarela e nankin da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, ilustrando parte da praça autônoma na qual é localizada, disposta lateralmente à Esplanada dos Ministérios. Em destaque central da imagem está a igreja, com suas colunas hiperbolóides unindo-se no topo; no canto inferior esquerdo é têm-se vista parcial da rampa de acesso principal da Catedral, com grades de guarda-corpo; logo acima da rampa está a cúpula do batistério em formato ovóide; margeando a Catedral está um piso de desenho alternado onde hoje viria a ser o espelho d’água, nesse piso mais à esquerda vê-se uma segunda rampa de acesso em formato de ferradura e à direita uma fileira de figuras humanas com vestimentas litúrgicas. Ao fundo ilustra-se uma sequência de árvores enfileiradas e dois edifícios predominantemente horizontais parcialmente aparecendo de cada lado da Catedral.

Untitled

NOV.B.19 (79)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-79
  • Item
  • 1958 - construção 21/04/1960 - inaguração
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Desenho da perspectiva interna do Museu da Cidade ou Museu Histórico de Brasília. O desenho em questão foi realizado para fins de estudo do monumento, mais precisamente, da sua área interna. Este está em perspectiva com um ponto de fuga no centro que é a referência no horizonte para fazer as linhas em um desenho e construir uma perspectiva. Em primeiro plano, há três pequenos expositores de chão no formato retangular com a representação de objetos expostos sobre e dentro dos mesmos. Ao centro, mais ao fundo, dois calungas (que é uma representação da figura humana que utilizamos para dar ideia das dimensões da obra representada) estão dentro do Museu, sendo que um está observando a parede com o desenho do Plano Piloto de Brasília de Lucio Costa (1902-1998), à esquerda, e o outro está observando um comprido expositor retangular fixado na parede oposta. Nas paredes percebe-se algumas inscrições que futuramente serão os 16 painéis que contam a história da mudança da capital. Na cobertura, há pequenas aberturas zenitais para a entrada de iluminação natural (claraboias), ou seja, é uma abertura feita na laje de uma construção que permite a entrada de iluminação natural, projetam luz no piso, formando padrões de sombreamento, e se conectam com uma das aberturas da fachada, a fenda vertical. Ao fundo, outro pequeno expositor de chão no formato retangular próximo a fenda vertical.
CONTEXTO HISTÓRICO DO MUSEU DA CIDADE:
O Museu da Cidade ou Museu Histórico de Brasília, localizado na Praça dos Três Poderes durante a construção de Brasília, é um projeto de Oscar Niemeyer (1907-2012), de concreto armado e revestido de mármore branco oriundo da cidade de Cachoeiro do Itapemirim (ES), realizada pela Construtora Rabello S/A. O edifício é do tipo monobloco pavilhonar em balanço, estruturado por dois pilares levemente deslocados para uma das laterais e um par de vigas que formam um bloco de concreto de 35 metros de comprimento e cinco de largura, revestido em mármore branco. Na porção voltada para a Praça dos Três Poderes, há afixada na fachada a escultura com o rosto do então presidente Juscelino Kubitschek (período do governo 1956-1961) em pedra sabão de autoria do artista mineiro José Alves Pedrosa (1915-2002), além de uma à direita da escultura, frase em homenagem à JK sobre a nova capital, Brasília: “Ao presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que desbravou o sertão e ergueu Brasília com audácia, energia e confiança, a homenagem dos pioneiros que o ajudaram na grande aventura.” Esse foi construído para abrigar documentos referentes à história da transferência da capital e foi inaugurado em 21 de abril de 1960, junto com a inauguração da nova capital, como monumento comemorativo da instalação do Governo Federal em Brasília. Este grande bloco é apoiado em uma estrutura que abriga a escada que leva ao seu interior, onde paredes em mármore exibem 16 painéis que contam a história da mudança da capital, desde o processo de interiorização em 1789 até a transferência efetiva para o Planalto Central em meados dos anos 50 (CASTELO, 1999). O edifício, tombado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 1982 e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2007, serve de suporte de uma narrativa que intercala dados históricos, culturais e urbanísticos (SOARES, 2017).
"

Untitled

NOV.B.19 (8)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-8
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida, capturada em formato paisagem, é apresentada a vista aérea em perspectiva da maquete do entorno da Rodoviária do Plano Piloto. As vias circundantes, como as vias S1, S2, N1 e N2, assim como as ligações entre os eixos sul e norte, são habilmente delineadas, destacando a organização viária concebida por Lucio Costa no Plano Piloto de Brasília.
A estrutura da rodoviária, com seus dois andares distintos, é evidenciada. Na parte inferior, projetada para abrigar a parada de ônibus e facilitar o embarque e desembarque de passageiros. Enquanto isso, na plataforma superior, uma forma cilíndrica retangular branca, estrategicamente posicionada ao norte, adiciona modernidade e sofisticação ao cenário.
A plataforma Rodoviária, concebida para se integrar harmoniosamente à topografia, apresenta diferentes níveis que se conectam a diferentes locais da cidade. Essa topografia foi criada a partir da Estaca Zero, localizada na Rodoviária do Plano Piloto, serve como ponto de referência central para a cidade, irradiando-se a partir dela e simbolizando um marco fundamental em sua fundação.
Atualmente, a Rodoviária conta com três patamares distintos: o primeiro dedicado aos ônibus, o segundo destinado ao comércio e administração da rodoviária, e o terceiro utilizado também para fins comerciais e como acesso aos shoppings próximos, cujas entradas estão niveladas com este último andar, ao lado da rodoviária. O túnel ""Buraco do Tatu"", localizado abaixo dos demais, desempenha um papel crucial na ligação entre os eixos sul e norte da cidade.
Essa imagem não apenas celebra a grandiosidade arquitetônica da Rodoviária do Plano Piloto, concebida por Oscar Niemeyer, mas também reflete os princípios urbanísticos que guiaram a construção de Brasília. O Plano Piloto, com sua ênfase na organização racional e sua abordagem arquitetônica, representa a síntese do modernismo e da visão do projeto urbanístico da capital brasileira.
"

Untitled

NOV.B.19 (80)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-80
  • Item
  • 1958 - construção 21/04/1960 - inaguração
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Desenho da perspectiva externa do Museu da Cidade ou Museu Histórico de Brasília. O desenho em questão foi realizado para fins de estudo do monumento, mais precisamente, de uma de suas fachadas. Este tem perspectiva com um ponto de fuga no centro que é a referência no horizonte para fazer as linhas em um desenho e construir uma perspectiva. Próximo ao monumento, há diversos calungas (que é uma representação da figura humana que utilizamos para dar ideia das dimensões da obra representada) estão na Praça dos Três Poderes. À frente do Museu aparenta ter um mastro de bandeira e desenhos de croquis de Brasília dos monumentos e do desenvolvimento da capital na fachada, os quais não foram executados. No entanto, a rampa de acesso ao Museu, à direita, e o que aparenta ser a sugestão da escultura em pedra sabão da Cabeça do então presidente Juscelino Kubitschek (período do governo 1956-1961) incrustada na parede externa do Museu da Cidade em construção com 1,5 tonelada e 1,40 metros de altura, de autoria do artista mineiro José Alves Pedrosa (1915-2002) foram realizados.
CONTEXTO HISTÓRICO DO MUSEU DA CIDADE:
O Museu da Cidade ou Museu Histórico de Brasília, localizado na Praça dos Três Poderes durante a construção de Brasília, é um projeto de Oscar Niemeyer (1907-2012), de concreto armado e revestido de mármore branco oriundo da cidade de Cachoeiro do Itapemirim (ES), realizada pela Construtora Rabello S/A. O edifício é do tipo monobloco pavilhonar em balanço, estruturado por dois pilares levemente deslocados para uma das laterais e um par de vigas que formam um bloco de concreto de 35 metros de comprimento e cinco de largura, revestido em mármore branco. Na porção voltada para a Praça dos Três Poderes, há afixada na fachada a escultura com o rosto do então presidente Juscelino Kubitschek (período do governo 1956-1961) em pedra sabão de autoria do artista mineiro José Alves Pedrosa (1915-2002), além de uma à direita da escultura, frase em homenagem à JK sobre a nova capital, Brasília: “Ao presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que desbravou o sertão e ergueu Brasília com audácia, energia e confiança, a homenagem dos pioneiros que o ajudaram na grande aventura.” Esse foi construído para abrigar documentos referentes à história da transferência da capital e foi inaugurado em 21 de abril de 1960, junto com a inauguração da nova capital, como monumento comemorativo da instalação do Governo Federal em Brasília. Este grande bloco é apoiado em uma estrutura que abriga a escada que leva ao seu interior, onde paredes em mármore exibem 16 painéis que contam a história da mudança da capital, desde o processo de interiorização em 1789 até a transferência efetiva para o Planalto Central em meados dos anos 50 (CASTELO, 1999). O edifício, tombado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 1982 e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2007, serve de suporte de uma narrativa que intercala dados históricos, culturais e urbanísticos (SOARES, 2017).
"

Untitled

NOV.B.19 (82)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-82
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca, no formato paisagem, representante digital constando riscos e marcas de deterioração temporal. Imagem digitalizada de um croqui representando o espaço interno da primeira proposta projetual do Palácio Presidencial, o projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) onde os aspectos plásticos são a junção do Palácio do Planalto e do Palácio da Alvorada; no canto superior esquerdo destaca-se um carimbo com os transcritos “NC” referentes à Nova Capital; no canto inferior direito está a assinatura do Oscar Niemeyer e datado do dia 17/08/56. Tal projeto foi inicialmente pensado em ser implantado em uma praça cívica feita antes de Lucio Costa (1902-1998) ganhar o concurso do Plano Piloto, onde reuniria o Palácio Presidencial, o Brasília Palace Hotel, uma capela (que futuramente veio a ser anexada ao Palácio Residencial) e o Museu de Arte de Brasília (MAB). No croqui é possível ver uma rampa à esquerda levando até um mezanino; ao fundo destaca-se a cortina de vidro da fachada principal com os pilares de sustentação, que apresenta características plásticas semelhantes aos pilares do Palácio da Alvorada; centralizado na cortina de vidro vê-se a subida da rampa de acesso principal do palácio; à direita da imagem está o acesso ao andar inferior através de uma rampa em formato de ferradura; na extensão dessa área interna é possível ver diversos calungas (representações de figuras humanas para referência entre escala humana e construtiva), tais representações demonstram as características típicas das representações de Oscar Niemeyer.

Untitled

NOV.B.19 (83)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-83
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca, no formato paisagem, representante digital constando riscos e marcas de deterioração temporal. Imagem digitalizada de um croqui representando o espaço interno da proposta projetual do Brasília Palace Hotel. O Brasília Palace Hotel (BPH), construído entre os anos de 1957 a 1960, em Brasília-DF. O hotel tem 13.562 m² de área construída, contava com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, o qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital.
O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, o BPH, foi um habitual ponto de encontro para os pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada, sua reconstrução foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008). O croqui ilustra dois espaços do hotel, sendo um externo e o outro interno. No espaço externo destaca-se uma piscina em formato orgânico curvilíneo e cercada de vegetações, margeando o espaço da piscina estão alguns calungas (representações de figuras humanas para referência entre escala humana e construtiva) criando um contexto de ocupação dos hóspedes. Separando os dois espaços a solução proposta foi de grandes janelas sinuosas que levam da laje ao piso seguida por uma calçada e alguns pilares sustentando a laje. O espaço interno trata-se de um salão com diferentes áreas de estar, a primeira área próxima ao centro inferior da imagem dispões de três poltronas e uma mesa de centro sobre um tapete; a segunda área próxima da lateral direita da imagem dispões de um sofá de três lugares e três poltronas sobre um tapete (tais poltronas têm características plásticas semelhantes à cadeira Barcelona de autoria do arquiteto Mies van der Rohe (1886-1969); a terceira área dispõe de uma estrutura de bar com banquetas, ao lado estão dois divãs próximos à janela. Na parede curva do espaço interno, à direita, receberia um grande afresco de Athos Bulcão feito em 1958 com as dimensões de 3,25m de altura e 26m de largura, composta por linhas finas brancas e formas abstratas nas cores branca e preta sobre um fundo azul (cor nº 55 na escala cromática de Athos Bulcão).
"

Untitled

NOV.B.19 (84)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-84
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Desenho/croqui de estudo da Capela do Palácio da Alvorada. O desenho à esquerda mostra a fachada frontal tendo a entrada do mesmo sem as portas de entrada do artista Athos Bulcão (1918-2008). A janela à direita e o painel/mural de dentro da Capela não foram implementados. O desenho à direita mostra a representação interna da Capela com longos genuflexórios (móvel para rezar, em forma de cadeira, com estrado baixo para ajoelhar, e encosto alto, sobre o qual se pousam os braços e o livro de orações) que foram substituídos por pequenos genuflexórios individuais. Em ambos os desenhos, há diversos calungas (que é uma representação da figura humana que utilizamos para dar ideia das dimensões da obra representada).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.19 (85)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-85
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca, no formato paisagem. Imagem digitalizada de um croqui representando o espaço interno da proposta projetual do Brasília Palace Hotel. No canto superior esquerdo destaca-se um carimbo com os transcritos “NC” referentes à Nova Capital; no canto inferior direito está a assinatura do Oscar Niemeyer e datado do dia 17/08/56. O Brasília Palace Hotel (BPH), construído entre os anos de 1957 a 1960, em Brasília-DF. O hotel tem 13.562 m² de área construída, contava com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, o qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, o BPH, foi um habitual ponto de encontro para os pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada, sua reconstrução foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão. O croqui ilustra dois espaços do hotel, sendo um externo e o outro interno. No espaço externo destaca-se uma piscina em formato orgânico curvilíneo e cercada de vegetações, margeando o espaço da piscina estão alguns calungas (representações de figuras humanas para referência entre escala humana e construtiva) criando um contexto de ocupação dos hóspedes. Separando os dois espaços a solução proposta foi de grandes janelas sinuosas que levam da laje ao piso seguida por uma calçada e alguns pilares sustentando a laje. O espaço interno trata-se de um salão com diferentes áreas de estar, a primeira área próxima ao centro inferior da imagem dispões de três poltronas e uma mesa de centro sobre um tapete; a segunda área próxima da lateral direita da imagem dispões de um sofá de três lugares e três poltronas sobre um tapete (tais poltronas têm características plásticas semelhantes à cadeira Barcelona de autoria do arquiteto Mies van der Rohe(1886-1969)); a terceira área dispõe de uma estrutura de bar com banquetas, ao lado estão dois divãs próximos à janela. Na parede curva do espaço interno, à direita, receberia um grande afresco de Athos Bulcão (1918-2008) feito em 1958 com as dimensões de 3,25m de altura e 26m de largura, composta por linhas finas brancas e formas abstratas nas cores branca e preta sobre um fundo azul (cor nº 55 na escala cromática de Athos Bulcão).

Untitled

NOV.B.19 (86)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-86
  • Item
  • 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Croqui de um bloco de apartamentos para funcionários do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC), em Brasília. O projeto de arquitetura foi elaborado por Oscar Niemeyer (1907-2012), mas sofreu algumas modificações durante o período de construção. Mesmo com alterações evidentes, possivelmente, trata-se de um bloco residencial do tipo AFA-2, isto é, com apartamentos de dois quartos. São exemplares desta tipologia, construídos pelo IAPC, os blocos A e EF (duplo) da Superquadra 106 Sul.

Informações adicionais sobre o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC): Segundo o Diretório Brasil de Arquivos (Dibrarq), do Arquivo Nacional, o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC) foi criado em 21 de maio de 1934, durante o Governo de Getúlio Vargas. A entidade fazia parte do conjunto de autarquias de nível nacional, controladas pelo Governo Federal, denominadas de Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPAS). O objetivo da instituição era conceder pensão aos beneficiários e aposentadoria aos seus associados, além disso, financiava a eles projetos habitacionais. O Instituto foi extinto em 21 de novembro de 1966, durante a Ditadura Militar, por meio do Decreto-lei n. 72, que uniu os IAPAS e criou o Instituto Nacional de Previdência Social.
No contexto de Brasília, segundo os pesquisadores Marcílio Mendes Ferreira e Matheus Gorovitz: “o IAPC construiu blocos de apartamentos nas SQS 106 e 306. As obras da SQS 106 ficaram a cargo da Construtora Kosmos Engenharia s.a. e as obras da SQS 306 a cargo da construtora Escritório de Construções e Engenharia ECEL S.A. O projeto de arquitetura foi elaborado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e alguns blocos foram modificados durante a construção”. Ainda, “nas Superquadras Duplas 403/404 e 405/406 Norte, foram construídos 64 blocos com 1.536 apartamentos de 3 quartos. Esses blocos, com 3 pavimentos sobre pilotis, foram os primeiros prédios edificados na Asa Norte”.

Informações adicionais sobre as superquadras de Brasília: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.
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Untitled

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