Brasília

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NOV.B.02 (551)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-551
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vista de uma ponte sobre riacho. Não há confirmação sobre ser nas proximidades do Catetinho. Em primeiro plano, piso de terra, um riacho e uma ponte improvisada com troncos finos de madeira. Próximo à ponte, dois homens com trajes e chapéu claro rodeados pela mata de galeria, que ocorre devido a presença de curso d’água no local, com parte do mesmo desmatada e, ao fundo, preservada.
CONTEXTO HISTÓRICO DA FAZENDA GAMA:
O sítio escolhido para a construção provisória fica a 500 metros a oeste da sede da Fazenda do Gama, desapropriada pela comissão estadual goiana de cooperação com a mudança da capital, chefiada pelo médico e pecuarista Altamiro de Moura Pacheco (1896-1996). [...] Já em 31 de julho de 1958, pouco após a transferência da residência presidencial para o recém concluído Palácio da Alvorada, o terreno da Fazenda Gama, incluindo o Catetinho, foi apropriado para a criação do Brasília Country Club (IPHAN, 2017).
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Untitled

NOV.B.2 (552)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-552
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato retrato registra a parte interna da fachada frontal do Palácio da Alvorada, entre os anos de 1956-1960 em Brasília - DF. Vista da concretagem de lajes e plataformas de acesso do bloco principal do Alvorada. Observa-se que ao lado da primeira coluna parabolóide da fachada frontal da obra está um grupo de três operários em momento de descontração, no intervalo de trabalho, sendo: um homem de chapéu, camisa de manga curta clara, calça bege com cinto escuro está de costas para o fotógrafo; outros dois operários, um de regata listrada e outro de camisa xadrez desabotoada até o abdômen, estão sentados virados para um terceiro trabalhador no lado oposto que os observa de volta. O momento de descontração é destacado com o sorriso no rosto do operário de regata listrada que parece conversar com o homem do lado oposto enquanto o operário ao seu lado leva um cigarro à boca. Abaixo da laje do primeiro pavimento (andar) passando ao lado de um pilar, um homem vestindo terno, em sua meia idade, caminha com postura de superioridade, com os braços para trás e olhar fixo nos trabalhadores em descanso. No pavimento acima está um trabalhador sentado nas estruturas de madeira, e ao lado esquerdo estão dois homens de roupas mais formais. No limite direito da imagem, neste mesmo plano, vê-se o braço de outro trabalhador. Após as formas das plataformas entre as colunas e o interior do bloco principal, é possível ver que dois trabalhadores observam à frente e estão sentados sobre a estrutura. O cenário é de cimbramento e concretagem de estruturas do Palácio da Alvorada, mostrando o cotidiano de visitas e trabalho dos operários responsáveis pela construção da capital. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Untitled

NOV.B.2 (553)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-553
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem registra a fachada frontal do Palácio da Alvorada, entre os anos de 1956-1960 em Brasília - DF. Tem-se uma vista diagonal da fachada frontal em etapa de aplicação de revestimentos nas colunas parabolóides, recebendo as placas de mármore branco em sua extensão. Vedações e paredes correspondentes aos salões internos estão com estrutura aparente, atrás das colunas da fachada. Na primeira coluna, da direita para a esquerda, está um trabalhador curvado cujo boné claro está visível na imagem. Entre as colunas três e quatro estão dois trabalhadores que estão movimentando instrumentos de obra, debaixo do andaime metálico. É possível ver que a estrutura da plataforma que apoia a Capela anexa do Palácio da Alvorada se estende à esquerda e um plano atrás do andaime de madeira. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno da península do lago Paranoá. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Untitled

NOV.B.2 (554)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-554
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco no formato retrato do Palácio da Alvorada em fase de construção. Situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. O enquadramento da fotografia foca em capturar uma das colunas cônicas do edifício, a forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86). O pilar está em processo de revestimento tendo 1\3 coberto pelo mármore branco. Na base do edifício um vão preenchido por escoras de madeira e a frente um monte de terra. A esquerda, atrás do pilar, um trabalhador de boné e camisa xadrez de mangas curtas, com seu tronco curvado para frente, ao lado, um braço direito segurando uma placa retangular no limite esquerdo da fotografia. Do lado direito do pilar, é possível ver andaimes de madeira e materiais espalhados no piso do primeiro pavimento, no segundo pavimento há escoras por toda a extensão do andar.
O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021. "

Untitled

NOV.B.2 (555)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-555
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato retrato registra a fachada frontal do Palácio da Alvorada, entre os anos de 1956-1960 em Brasília - DF. O enquadramento da foto captura os detalhes construtivos de uma das colunas parabolóides, ao que tudo indica, localizada na fachada frontal do Palácio. Vê-se esperas de ferro na superfície concretada do pilar, aguardando a fixação dos revestimentos em mármore branco. Abaixo do bloco principal está uma estrutura de madeira de suporte. Ao lado esquerdo da coluna, um trabalhador de camisa xadrez e boné branco está curvado e olha na direção de outro trabalhador, cujo braço está visível e segura uma provável placa de madeira. Fica claro que a construção ainda está em suas fases iniciais, expondo sua estrutura concretada por todo o bloco e diversos andaimes de madeira. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Untitled

NOV.B.2 (556)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-556
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem registra a fachada frontal do Palácio da Alvorada, entre os anos de 1956-1960 em Brasília - DF. Vista diagonal do bloco principal do Palácio da Alvorada, voltado para o lado sul. No primeiro terço horizontal da imagem, há um acúmulo de terra e areia direcionada para a construção do edifício e, na região central, há uma estrutura trapezoidal de madeira, sendo um provável cavalete. Diversos trabalhadores estão espalhados no canteiro, estando um grupo à direita da segunda coluna (semi coluna) da esquerda para a direita. Um trabalhador de branco está debaixo do andaime, um pouco à direita do primeiro grupo. Um segundo grupo de cinco trabalhadores está em posição de descanso, sentados no piso do bloco principal. Entre a terceira e quarta coluna visível, na mesma linha, estão dois trabalhadores de branco, sendo que um deles está mais à frente, próximo a uma coluna. Entre a quarta e quinta coluna estão mais três operários, sendo dois no terreno e um curvado na região entre colunas e as paredes internas. Ao final do edifício, debaixo do andaime, está um grupo de trabalhadores. Um plano à frente, outro trabalhador vestindo camisa social clara e uma calça clara acinturada por um cinto escuro, parece observar algo em suas mãos. No limite direito da fotografia está visível a frente de um trator. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Untitled

NOV.B.2 (557)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-557
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato retrato registra a fachada frontal do Palácio da Alvorada, entre os anos de 1956-1960 em Brasília - DF. Vista da concretagem de lajes e plataformas de acesso do bloco principal do Alvorada. Observa-se que ao lado da primeira coluna parabolóide da fachada frontal da obra estão dois operários em momento de trabalho, sendo: dois operários, um de regata listrada o qual observa na direção do fotógrafo e outro de camisa xadrez e boné branco, estão sentados, mexendo com o piso quadriculado. O operário de regata listrada leva um cigarro à boca. Acima da laje do primeiro pavimento (andar) estão dois homens que trajam roupas mais formais e, um deles, parece observar a ação dos operários logo abaixo. Após as formas das plataformas entre as colunas e o interior do bloco principal, é possível ver que dois trabalhadores abaixo do andaime metálico observam à frente, sendo que um está em pé e outro agachado. Na frente do bloco principal, no primeiro terço vertical, um operário de camisa branca e em posição de descanso está sobre um trator de esteira, movimentando a porção de terra correspondente à área do espelho d’água e dos jardins. O cenário é de cimbramento e concretagem de estruturas do Palácio da Alvorada, mostrando o cotidiano de visitas e trabalho dos operários responsáveis pela construção da capital. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Untitled

NOV.B.2 (558)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-558
  • Item
  • 1958
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, formato retrato. Vista de um dos banheiros do Palácio da Alvorada. Pressupõe-se que seja o banheiro da rouparia pelo seu tamanho e disposição da pia com o vaso sanitário. O banheiro é revestido em mármore, possivelmente mármore Carrarinha (mármore Carrara nacional), nas paredes e no piso. Em primeiro plano, a pia com duas torneiras de metais com acabamento cromado e um sabonete em barra sob o mesmo; acima da pia de porcelana branco um grande espelho retangular; ao lado da pia um pequeno porta toalha de metal com acabamento cromado com uma toalha branca. Ao fundo, à esquerda da fotografia, parte do vaso sanitário que aparenta ser de porcelana.

Untitled

NOV.B.2 (559)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-559
  • Item
  • 21/04/1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista interna da Capela do Palácio da Alvorada, mais conhecida como Capelinha. As paredes da Capelinha são de autoria do artista brasileiro Athos Bulcão (1918-2008). O painel é em lambris de jacarandá, revestidas por folhas de ouro e o piso em granito cinza Andorinha. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, imagem religiosa de Nossa Senhora da Conceição (a qual a capela é dedicada) em madeira de Santa Bárbara do século XVIII apoiada sobre uma pequena prateleira em vidro e um genuflexório (móvel para rezar, em forma de cadeira, com estrado baixo para ajoelhar, e encosto alto, sobre o qual se pousam os braços e o livro de orações) de estrutura retilínea de madeira jacarandá, com assento forrado em veludo vermelho de autoria da arquiteta, designer e galerista brasileira Anna Maria Niemeyer (1930-2012). Ao fundo, o altar da Capelinha de madeira jacarandá, cópia de altar originalmente desenhado por Anna Maria Niemeyer, de estrutura retilínea e tampo único sobre base lisa com a cruz cristã ao centro tendo ao seu lado os castiçais com armação compostos de nove hastes de ferro pintado, coroadas por cálices em aço inoxidável.
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (56)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-56
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, em formato paisagem. Vista dos trabalhadores no canteiro de obras do Congresso Nacional. Em evidência, trabalhador trajando um casaco com camisa xadrez por baixo, calça clara e chapéu, tal profissional está sendo cortado por uma grande sombra, que alastra-se à esquerda dele, para os vergalhões de aço apoiados sobre uma série de barras horizontais encadeadas, nota-se ao lado da primeira barra, a presença de uma roldana pertencente a uma máquina utilizado de obra. Posteriormente, ao operário centralizado, há outro colega de ofício, com camisa fechada com camisa de manga longa por baixo, calça clara rasgada nos joelhos e boina. No nível do solo, do lado direito dele, localiza-se mais vergalhões de aço suspensos em suas extremidades por duas pequenas de madeira. Na porção direita, observa-se um obreiro de camisa longa escura e calça clara caminhando com um … próximo a um profissional de vestes claras fixando estribos em conjunto de vergalhões em uma mesa que consiste em metade de tronco de madeira sustentado. Em seguida, visualizar um operário com camisa de mangas longas usando chapéu reunindo em andares de blocos. Na porção esquerda, ressalta-se um grande poste elétrico, à esquerda, dispõem-se em semicírculo de barris de metal à frente e posteriormente vergalhões suspensos por palhetas de madeira. No edifício principal com sentido oeste-leste, há o processo de cimbramento, que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras, que encontra-se mais acentuado à esquerda. Em destaque, sobressai a cúpula invertida da Câmara circundada com uma complexa estrutura de escoramento de madeira para sustentar o peso da estrutura. No topo da Câmara, mais à esquerda é possível visualizar sutilmente um guindaste em operação.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Untitled

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