Brasília

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NOV.B.2 (269)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-269
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista do local onde provavelmente será o Palácio do Congresso Nacional. Em destaque, chão de terra batida e materiais de construção sobre o mesmo, como tábuas de madeira e montes de terra; este aparenta ser o início da construção da fundação do edifício. Ao centro, da esquerda para a direita, diversos homens trabalhadores atuando na obra, um pequeno muro de contenção supostamente de concreto, material que parece com brita, por sua coloração clara, que será utilizada na mistura do concreto e pequenas construções que são provavelmente armazenamento de materiais da obra. Ao fundo, um caminhão ao centro, um grande monte de terra que forma um muro ao qual irá trazer um aspecto visual de destaque para o Congresso Nacional quando este estiver finalizado (esse monte de terra foi retirado da movimentação de terra realizado na Rodoviária do Plano Piloto - centro do cruzamento dos eixos do Plano Piloto Eixo Central e Eixo Monumental, e inserido nas laterais do Congresso Nacional). No horizonte, parte do Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Untitled

NOV.B.2 (268)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-268
  • Item
  • 1956 - 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem, autor desconhecido. Vista perspectivada da fachada posterior (leste) do Palácio da Alvorada durante o período de construção. Na imagem, em primeiro plano, há um terreno parcialmente limpo, isto é, sem vegetação densa, com gramíneas na parte inferior direita e na lateral esquerda. Há uma movimentação de solo, evidente tanto pela variação de coloração do terreno quanto pelos amontoados de terra nas proximidades da edificação. No mesmo local estão despejados restos de material de construção. Mais ao fundo, perto da altura da linha do horizonte, no lado direito, o robusto pilar esquerdo da pérgola da área da piscina é construído. Ainda nesse plano, cinco operários são fotografados no momento de trabalho, sendo que um deles está à direita, atrás de um amontoado de solo, o outro, mais a frente, caminha em direção à esquerda, o terceiro, mais ao centro, bate em um bloco com uma picareta, o quarto aparece de costas, inclinado em direção ao chão, e o último observa os demais, apoiado em uma ferramenta não identificada. Em segundo plano está a fachada posterior em um estágio intermediário de obra, em razão disso, os principais elementos, tais como as lajes, os pilares e as colunas, encontram se concretados e finalizados, embora ainda sem acabamentos, com a exceção da parte inferior das colunas que ainda estão escoradas por toras de madeira. O subsolo aflorado aparece aqui mais evidente que após o projeto finalizado. Há dois andaimes na imagem, um está localizado internamente, entre a sétima e a oitava coluna (da esquerda para a direita), e o outro está na extremidade esquerda. Na parte interna da edificação, para além da estrutura, é possível identificar a divisão dos pavimentos e as divisórias internas de bloco cerâmico já erguidas. Também estão presentes na edificação ao menos seis trabalhadores. O volume interno da residência ainda se encontra sem a vedação externa de cortina de vidro. Em terceiro plano, ao fundo, no lado esquerdo, aparece o bloco anexo de serviço. Na parte inferior da fotografia, faixa remanescente de vegetação do Cerrado composta de gramíneas, ervas e arbustos de pequeno porte, que se encontra ralo devido à intervenção humana.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir.”
"

Untitled

NOV.B.2 (267)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-267
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista lateral de uma grande caixaria (estrutura provisória geralmente feita de madeira, que recebem a armação e o concreto para a confecção das vigas e pilares na obra. Têm como função moldar e dar geometria ao concreto armado, suportando-o até que ele possa se sustentar) sob vigas de aço, as quais estão apoiadas perpendicularmente em duas vigas de madeira acopladas entre si, abaixo delas, situam-se os pilares de madeira firmada em pontaletes. Adjacente a base, verifica-se um trabalhador usando chapéu e trajando camisa longa branca e calça clara de joelho semiflexionado segura um fio elétrico que se eleva até um buraco no topo da caixaria, adjunto a um obreiro que observa-se o interior da estrutura, em questão, e encontra-se apoiado sob uma viga de madeira e pousa seus braços sob a tábua de madeira mais alta, inclinado seu quadril um pouco para trás. Na parte lateral esquerda, visualiza-se um operário negro segurando os pilares, no penúltimo degrau, de uma longa escada alicerçada em duas vigas de madeira assentadas sob placas de madeira sobrepsotas umas as outras. No lado oposto, há grandes degraus simplórias de madeira, sustentada por escoras arrimadas sob placas de madeira empilhadas, que formam um corredor fechado, à esquerda deste, enxerga-se somente a parte superior do corpo de um trabalhador de camisa branca olhando fixamente para cima, ao lado, de uma caçamba de caminhão. Ao fundo, encontra-se um cidadão suspendendo placas de madeira que localizam-se empilhadas mais à frente, adjacente a ele, está um operário de regata e capacete mirando uma surpreendente elevação de terra que supera considerável sua altura. Abaixo da sequência de degraus, é pouco perceptível o tronco de um operário rente a parede da caixaria, paralelamente, à direita, visualiza-se um trilho, esparso, sobre uma outra concentração de terra, no entanto, de menor dimensão. À esquerda da caixaria, perpendicularmente, se faz pouco nítido algumas cercas delimitando perímetros , ocupados por trabalhadores que realizam funções de obra. Sobressai, ao fundo, um pequeno depósito de cobertura íngreme e sem vedação completa, em meio a um poste de iluminação à leste e à oeste, evidencia-se as formas de madeira de pilares, encadeadas contendo aprumadores para seu endireitamento. Ulteriormente, dispõem-se o grande talude que cerca o canteiro de obras do Congresso Nacional.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer."

Untitled

NOV.B.2 (266)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-266
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista diagonal da fachada frontal do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano temos o helicóptero do modelo BELL 47J (H-13J) - RANGER, que transportava o então Presidente da República, Juscelino Kubitschek com o objetivo de inspecionar as obras da nova capital federal. Em segundo plano à esquerda temos a Capela Nossa Senhora da Conceição, obra do Arquiteto Oscar Niemeyer, com suas obras concluídas e à direita o próprio Palácio da Alvorada.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.”"

Untitled

NOV.B.2 (265)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-265
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista do que aparenta ser no canteiro de obras/alojamento da construção do Palácio do Congresso Nacional. Em primeiro plano, chão de terra batida com cabos presos ao mesmo que partem de um alto poste listrado ao centro da fotografia. Logo atrás do poste, placas de identificação da construtora e da empresa de estacas que atuou na fundação da obra do Congresso Nacional escrito: Comp. Constructora Nacional S.A. Rua Mexico-168 T.42-6033 engenheiros responsáveis Laerte Rangel Brigido-Alfredo Veiga de Carvalho; Estacas Franki Ltda. Fundações autor do projeto A. J. da Costa Nunes responsável pela execução Gilberto Pinto Scarpa eng. civil. À direita das placas de identificação, um poste com tronco de madeira com fiação e uma luminária e alguns caixotes de madeira sobre o chão de terra batida. Atrás das placas, construções temporárias de aspecto longitudinais, que provavelmente serviam de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais. À esquerda da fotografia, é possível identificar dois veículos (da esquerda para a direita) Jeep Rural e Ford F100 de 1951, popularmente conhecido como “vampirinha”. No canto direito da fotografia, mais veículos e materiais de construção sobre o chão de terra batida. No horizonte, vegetação nativa do bioma Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Untitled

NOV.B.2 (264)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-264
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato retrato, fotografia espelhada. Vista da fachada frontal do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, uma grande extensão de grama à frente da fachada principal. Em segundo plano, há duas linhas brancas horizontais na fotografia. Ao fundo, à esquerda, o anexo de serviços e apoio do Palácio da Alvorada. Ao centro, o Palácio com as colunas da fachada principal revestidas em mármore branco, além de dois veículos, sendo um carro à esquerda e um ônibus à direita da fotografia. Mais à direita, a Capela do Palácio da Alvorada finalizada com revestimento em mármore branco. No horizonte, fitofisionomia do Cerrado. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE SOBRE AS COLUNAS DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (263)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-263
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista lateral de uma grande caixaria (estrutura provisória geralmente feita de madeira, que recebem a armação e o concreto para a confecção das vigas e pilares na obra. Têm como função moldar e dar geometria ao concreto armado, suportando-o até que ele possa se sustentar) sob vigas de aço, as quais estão apoiadas perpendicularmente em duas vigas de madeira acopladas entre si, abaixo delas, situam-se os pilares de madeira firmada em pontaletes. Adjacente a base, verifica-se um trabalhador usando chapéu e trajando camisa longa branca e calça clara de joelho semiflexionado segura um fio elétrico que se eleva até um buraco no topo da caixaria, adjunto a um obreiro que observa-se o interior da estrutura, em questão, e encontra-se apoiado sob uma viga de madeira e pousa seus braços sob a tábua de madeira mais alta, inclinado seu quadril um pouco para trás. Na parte lateral esquerda, visualiza-se um operário negro segurando os pilares, no penúltimo degrau, de uma longa escada alicerçada em duas vigas de madeira assentadas sob placas de madeira sobrepsotas umas as outras. No lado oposto, há grandes degraus simplórias de madeira, sustentada por escoras arrimadas sob placas de madeira empilhadas, que formam um corredor fechado, à esquerda deste, enxerga-se somente a parte superior do corpo de um trabalhador de camisa branca olhando fixamente para cima, ao lado, de uma caçamba de caminhão. Ao fundo, encontra-se um cidadão suspendendo placas de madeira que localizam-se empilhadas mais à frente, adjacente a ele, está um operário de regata e capacete mirando uma surpreendente elevação de terra que supera considerável sua altura. Abaixo da sequência de degraus, é pouco perceptível o tronco de um operário rente a parede da caixaria, paralelamente, à direita, visualiza-se um trilho, esparso, sobre uma outra concentração de terra, no entanto, de menor dimensão. À esquerda da caixaria, perpendicularmente, se faz pouco nítido algumas cercas delimitando perímetros , ocupados por trabalhadores que realizam funções de obra. Sobressai, ao fundo, um pequeno depósito de cobertura íngreme e sem vedação completa, em meio a um poste de iluminação à leste e à oeste, evidencia-se as formas de madeira de pilares, encadeadas contendo aprumadores para seu endireitamento. Ulteriormente, dispõem-se o grande talude que cerca o canteiro de obras do Congresso Nacional.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer."

Untitled

NOV.B.2 (262)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-262
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem, contendo algumas manchas. Vista com foco na composição territorial da residência oficial do Presidente da República. Pode-se observar o terreno alterado em grande parte por conta da construção do Palácio da Alvorada, contendo áreas com vegetação nativa e áreas bastante desmatadas com terreno marcado por abertura de caminhos e movimentação de terra. Observa-se que a obra do Palácio da Alvorada está em fase de conclusão juntamente com sua capela anexa à esquerda. À esquerda da imagem pode-se observar o Lago Paranoá e a região onde hoje está situado o Núcleo Rural Tamanduá. À direita da imagem nota-se a presença de alguns automóveis. Em terceiro plano vislumbra-se a região onde hoje está situado o Setor de Mansões do Lago Sul e a Ermida Dom Bosco, obra de Oscar Niemeyer inaugurada em 24 de março de 1957. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.” Na parte inferior da fotografia, faixa de cerrado, com vegetação rala possivelmente devido e ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico.

Untitled

NOV.B.2 (261)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-261
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista com foco no trabalhador atuando na construção do Palácio do Congresso Nacional. Em destaque, um candango na obra (a palavra candango é uma variação de candongo, da língua quimbundo, dos bantos do sudoeste de Angola, e era usada de forma depreciativa contra os colonizadores daquele continente. Ao serem traficados para a região canavieira nordestina, os africanos mantiveram o sentido pejorativo para se referir aos senhores portugueses e, depois, aos próprios brasileiros (HOLSTON,1993). Com o decorrer do tempo, porém, o alvo da depreciação foi invertido. A palavra virou sinônimo de cafuzo, mestiço, mameluco e negro. Posteriormente, seu significado foi ampliado, passando a abranger genericamente as populações pobres do interior do país, sobretudo trabalhadores itinerantes, de baixa qualificação profissional, situação predominante entre aqueles que chegaram ao canteiro de obras da futura capital). É possível visualizar o operário trabalhando na montagem das estruturas metálicas, com rebites maciços a quente para unir as peças e uso de martelos pneumáticos (SILVA; MELO, 2021). Este está com vestes simples, luva nas mãos para proteção e capacete de construção metálico. Ao fundo, a estrutura metálica (provavelmente das torres anexas) com diversos cabos e cordas amarradas. O pilar é unido à viga à esquerda por meio de cantoneiras de ligação, arrebitadas (rebite é um fixador mecânico semi permanente) na sua estrutura. A chapa metálica soldada nesse pilar denomina-se enrijecedor de coluna e tem como função conferir estabilidade à estrutura. À esquerda, duas escadas unidas de madeira e mais ao fundo, o edifício principal do Palácio do Congresso Nacional (a base das cúpulas). À direita, tábuas de madeira provavelmente provisórias sobre a estrutura metálica e atrás, uma pilha de outras tábuas de madeira.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Untitled

NOV.B.2 (260)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-260
  • Item
  • 1957 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem, autor desconhecido. Vista da fachada principal (oeste) do Palácio da Alvorada. A imagem, em ângulo baixo, foi feita no caminho de acesso principal à edificação, bem próximo ao espelho d’água direito, de 60cm de profundidade. Por isso, em primeiro plano, na parte inferior, encontra-se a lâmina d’água com a escultura de bronze “As Iaras”, de Alfredo Ceschiatti, vista parcialmente de costas. Em segundo plano, disposta em perspectiva, está parte da fachada da fachada da residência oficial. Quatro imponentes colunas aparecem no registro, enquanto a pele de vidro, também chamada de cortina de vidro, é retratada com sua translucidez bloqueada por persianas internas claras. Duas esquadrias de correr, localizadas no pavimento superior, encontram-se abertas, assim como outras cinco janelas basculantes do térreo da edificação.O subsolo do complexo também é evidente, tanto no corpo do volume principal quanto sob o caminho que conecta ao anexo de serviço. Em terceiro plano, há a topografia natural da vista sul, com poucos sinais de alteração. Atrás das esculturas, gramado plantado e ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir.”
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