Brasília Palace Hotel (Brasília, DF)

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NOV.B.2 (252)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-252
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem. Registro aéreo sobre a passagem do Rio Paranoá, local onde veio a ser o Lago Paranoá, com enfoque na península do Lago, região em que se encontram, ao fundo da imagem, o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel, durante os anos de construção de Brasília, entre 1957 e 1958. No registro, de baixo para cima, nas orientações leste-oeste, um pequeno corpo d’água se dispõe entre a passagem do Rio Paranoá – à direita – e uma estrada vicinal – à esquerda – de duas mãos com sentido Brasília, em um campo de vegetação rasteira. O curso do rio serpenteia até o centro do registro quando se dispersa na vegetação de densidade média do Cerrado. O terreno se estende por aclives e declives até a península em plano de fundo, havendo uma leve depressão no trecho central do registro, local onde posteriormente viria ser preenchido para formação do Lago Paranoá. O Lago Paranoá só foi totalmente preenchido com sequência de chuvas do ano de 1961, e então, Juscelino Kubitschek (1902-1961) se deu o prazer de mandar ao Corção (Gustavo, torcia contra, articulista de O Globo e filósofo) o telegrama com duas palavras mais do que suficientes: ‘Encheu, viu?” (ESNAL, 2015, p. 42). Ao fundo, próximo a península, pequenas vias vicinais traçam percursos de acesso demarcados no solo, possivelmente, destinados à passagem de operários e veículos carregados de materiais para as construções visíveis. Os arcos do Alvorada dão o vislumbre do que configura o volume construtivo do Palácio da Alvorada - barra horizontal e os pilares - com a capela anexa (ALMEIDA, 2012, p.72). Junto à capela, vislumbram parte do contexto construtivo do Palácio Presidencial, aparentando processo avançado de obra. Limítrofe ao terreno, nos dois lados do Alvorada – sentido norte-sul – conjuntos de acampamentos, canteiros de obra e instalações destinados aos operários responsáveis pelas construções da península (Palácio da Alvorada e Brasília Palace Hotel). Ao fundo, o Brasília Palace Hotel retrata a fase avançada de construção, aparentando finalização da fachada leste, com fachada pintada em branco e esquadrias colocadas aparentando funcionamento. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno da península do Lago Paranoá. Por toda a imagem é possível observar a vegetação do Cerrado. Em primeiro plano há campo limpo, que ao se aproximar da faixa de vegetação com maior adensamento de árvores (mata de galeria), se torna um campo limpo úmido. Atrás da mata de galeria observa-se continuação do campo limpo. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo. Além disso, é possível identificar pequenos lagos e riachos.

Untitled

NOV.B.2 (568)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-568
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem. Registro aéreo da península do Lago Paranoá – com os primeiros edifícios em alvenaria inaugurados de Brasília, durante os anos de construção de Brasília, entre 1957 e 1958. O Brasília Palace Hotel e o Palácio da Alvorada, estando em evidência, em primeiro plano, o contexto construtivo do Palácio da Alvorada (a capela e o acesso rampeado semienterrado, o espaço de bar e piscina). Enquanto, mais ao fundo, a fachada leste do Brasília Palace Hotel, estando os dois em processo avançado de obra, sendo estes inaugurados no dia 30/06/1958. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021. No quadrante inferior, parte do edifício destinada a área de lazer, onde encontra-se a piscina e uma cobertura destinada ao bar, com os acessos já delimitados e concretados. Ao lado da estrutura de concreto armado coberta, nota-se alguns materiais (tábuas de madeira empilhadas, caixotes carregados de materiais, resquícios de areia e carriolas) dispostos no solo de terra seca batida, do que aparenta ser uma via limítrofe ao terreno construído para facilitar as passagens de maquinários ou veículos, evidenciando o processo de obra em andamento. Abaixo da estrutura, é possível identificar alguns materiais de trabalho e 3 operários, estando dois deles voltados para a direção da piscina, abaixo da marquise e o último do lado direito, trajando camisa e calças claras com o corpo voltado para o registro. Mais ao fundo, outros operários ainda são possíveis de serem observados nas proximidades dos pilares do Alvorada, no trecho central do registro, transitando, conversando ou observando o terreno da obra. À direita do Palácio da Alvorada, encontra-se a capela, estando em fase final de obra, sendo possível identificar os acessos rampeados semienterrados e a passarela de acesso à superfície de entrada da capela. Sobre a superfície da capela e nos arredores da mesma, é possível identificar operários trabalhando, havendo dois sobre a laje da capela, seis na sombra próximos à entrada principal e o último sob a passarela, no acesso semi-enterrado. Aos arredores da capela é possível identificar alguns materiais: um tonel branco no início da rampa em declive; um cilindro horizontal e um volume de resíduos no centro do registro, próximo da superfície elevado, ao lado direito da passarela; o vislumbre de um escada vertical de acesso a laje na extremidade direita da capela. Adjacentes às estruturas do Palácio da Alvorada parte do terreno apresenta superfície gramada, havendo uma mudança abrupta, no quadrante inferior direito, para um solo de terra batida marcada pela passagem de veículos e maquinários nas imediações das obras finalizadas. Nota-se, portanto, a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, aparente uso de maquinário para retirada de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas. O quadrante superior identifica parte do contexto territorial ao oeste do Palácio, sendo possível identificar alojamentos – de estrutura simples retangular ou quadrada, com telhado em duas quedas – para os trabalhadores, além de delimitações com cercas, árvores esparsas e estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso ainda não pavimentados no entorno das moradias, durante o período de obras. A esquerda do acampamento, pequenas estradas vicinais direcionam-se para o oeste com sentido Esplanada dos Ministérios e o próprio Hotel de Turismo evidenciado no registro no quadrante superior. Neste, é possível identificar outro conjunto de alojamentos e instalações de apoio em suas redondezas, com estruturas de mesma características construtivas, dispostas em proximidade. Uma pequena mancha de fumaça se forma mais ao fundo dos alojamentos, enquanto na extremidade direita do registro, vislumbres de algumas instalações mais afastados do contexto de obra. A esquerda do Palace, uma torre, e um adensamento de árvores de médio porte. O Palace apresenta iminência de conclusão, com fachadas aparentam apresentar esquadrias e cortinas. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), o BPH teve sua inauguração em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Torna-se nítido a presença de uma vasta vegetação de Cerrado típico (Cerrado sentido restrito), com variações de densa, ralo e de médio porte, com gramíneas secas.

Untitled

NOV.B.13 (5)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-5
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia espelhada, colorida em formato paisagem. Vista aérea de toda a extensão construtiva da fachada leste do Brasília Palace Hotel em fase avançada de construção. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob a direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, e foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Nota-se a presença de andaimes feitos em madeira, caracterizando o início da etapa construtiva da concretagem, lajeamento e colocação dos elementos vazados na fachada. Atrás do edifício, encontram-se aglomerados de instalações para o auxílio construtivo dentro do canteiro de obras e uma torre d’água à esquerda, interligadas às estradas de acesso ainda não pavimentadas no entorno do hotel. À frente do hotel, tem-se um campo de futebol de terra batida, possivelmente destinado aos operários durante os momentos de ócio da empreitada. A ampla vegetação contextualiza o ambiente - até então pouco habitado, devido aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Torna-se nítida a presença do Cerrado, onde ao redor do hotel há vegetação campestre do Cerrado (campo sujo), e no horizonte observa-se trechos de vegetação campestre (campo sujo) e trechos com maior densidade de árvores. No terreno de implantação do Brasília Palace Hotel e no quadrante superior esquerdo do registro, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido à área descampada, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas. Havendo também a presença de prováveis agrupamentos residenciais para os trabalhadores. No quadrante superior, transpassando o registro, há a passagem de um possível afluente do Rio Paranoá, composto de mata de galeria e vários buritis (Mauritia flexuosa) ao longo do seu percurso. Na esquerda da fotografia, um aparente detalhe da porta - provavelmente de um helicóptero - que sobrevoava o terreno para registrar a construção. Imagens complementares podem ser encontradas nos grupos\maços: nov-d-4-4-b-1;

Untitled