BR-14

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

Nota(s) da fonte

Mostrar nota(s)

Termos hierárquicos

BR-14

Termos equivalentes

BR-14

Termos associados

BR-14

1 Descrição arquivística resultados para BR-14

1 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos

NOV.B.08 (20)

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido.
Pavilhão arquitetônico de metas, de divulgação da Rodovia da Integração Nacional, também conhecida como Transbrasiliana e Rodovia Belém-Brasília. Localizada ao centro do registro, a construção moderna retangular, implantada abaixo do Congresso Nacional, é composta por uma laje plana, apoiada em seus dois lados menores por duas paredes de alvenaria branca, uma parede de aproximadamente 2 metros, um pouco recuada e localizada mais próxima ao lado direito da obra, e painéis brancos suportados por elementos pretos que contribuem para que pareça que essas peças estão suspensas e flutuando. No painel principal há três faixas, as duas primeiras alinhadas à esquerda e a terceira centralizada, com os seguintes dizeres, respectivamente: Bernardo Sayão; Rodovia da Integração Nacional; Belém Brasília. Na alvenaria branca recuada da fachada principal, aparecem expostas uma fotografia aérea da abertura da rodovia em uma área rural e uma faixa, alinhada à direita da imagem, com a sigla SPVEA em referência direta à Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia, atual Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM). Mais ao fundo, do lado direito da construção e atrás de uma mulher sentada em uma cadeira, posicionada de perfil em relação a posição do fotógrafo, encontra-se outro painel com duas grandes fotografias aéreas do novo empreendimento. Outros elementos como armários de madeira e folhagens de copa de palmeiras podem ser identificados dentro do pavilhão. Fixado na parte frontal da laje de cobertura, está um pequeno mastro metálico branco com a bandeira do Brasil hasteada. Dois caminhos de concreto, um em cada extremidade da fachada, direcionam o fluxo de acesso ao pavilhão. À frente, consta uma via de terra batida com marcas de transporte, dois pequenos amontoados de terra vermelha com um pedaço de madeira fixado no chão, uma pedra, e três mudas de palmeiras. Ao fundo da obra edificada, é possível observar a presença de cerrado típico (cerrado sentido restrito).
Informações adicionais: As obras da rodovia Belém-Brasília iniciou-se em 1956, conforme consta no Diário de Brasília (1957), no dia 24 de janeiro de 1957, no trecho: ""Divulga-se que, em colaboração com o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, para execução do plano de ligação rodoviária Norte-Sul, a Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia construiu, em 1956, um trecho de 80km dessa rodovia, de Porangatu a Iracema do Norte, em Goiás, estrada que também facilitará as comunicações entre Brasília e o Norte do País"". Como o projeto era de suma prioridade, o Engenheiro Agrônomo Bernardo Sayão (1901-1959), escolhido por Juscelino Kubitschek (1902-1976) para ser o gerente responsável pela obra, distribuiu em três frentes - com bases em Belém, Imperatriz e Anápolis - cerca de 3.400 trabalhadores e mobilizou uma frota de 200 máquinas, entre elas caminhões e tratores (BRASIL, 1958). A primeira grande frente, no estado de Goiás, era comandada por Sayão, enquanto no extremo norte era dirigida pelo médico sanitarista Waldir Bouhid (1912-)Seu primeiro trecho foi inaugurado no dia 01 de fevereiro de 1959 e tinha como intuito formar um conjunto de rodovias federais que conectariam a capital brasileira à capital do estado do Pará, compondo parte do Plano de Metas de JK. A conclusão dos mais de 2 mil km só ocorreu durante o governo ditatorial de Emílio Médici (1905-1985), entre os anos de 1969 e 1974. Atualmente, com aproximadamente 2.130 Km (IBGE, 2016), o eixo rodoviário conecta cinco unidades federativas, sendo elas: Pará, Maranhão, Distrito Federal, Tocantins e Goiás.
A rodovia pode aparecer em diversos textos com variados nomes. Seu primeiro nome oficial foi ""BR-14"", também era inicialmente conhecida como ""Rodovia da Integração Nacional"", posteriormente foi nomeada informalmente pelo Coronel Lino Romulado Teixeira, subchefe do Gabinete Militar da Presidência da República, como ""Rodovia da Unidade Nacional"". Também conhecida popularmente como ""Rodovia Belém-Brasília"" ou ""Transbrasiliana"", a via expressa foi batizada como ""Rodovia Bernardo Sayão"" por Kubitschek, por meio do Decreto 47.763 de 02 de fevereiro de 1960, entretanto, esse decreto foi revogado por ato do Poder Executivo em 1991.
"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil