Asa Sul

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NOV.B.18 (16)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-16
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida em formato paisagem. Representante digital consta riscos e manchas. Registro aéreo da conexão entre o Eixo Monumental (Via S1 e N1) e o Eixo Rodoviário (DF-002), local que viria a abrigar a Plataforma Rodoviária de Brasília. No registro, o Cruzamento entre as vias é evidenciado em pleno processo de obra, o rearranjo topográfico, demarcações realizadas e movimentações de terra se apresentam bem avançados, mas sem asfaltamento. Segundo relatos do Diário de Brasília (1959), a plataforma teve como função evitar os Cruzamentos viários, priorizando os fluxos de trânsito mais rápidos das rodovias, e os mais lentos das vias locais. As obras da Plataforma Rodoviária se iniciaram em dezembro de 1958, com execução da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), contendo uma plataforma de 9m de altura em 1400 toneladas de aço para concreto protendido. Sua conclusão só aconteceu em 12 de setembro de 1960, no mesmo dia de aniversário de Juscelino Kubitschek (1902-1976). Nas palavras de Lucio Costa (1902-1998) (1987, p. 12) sobre a obra concluída: (...) “Eu sempre repeti que essa plataforma rodoviária era o traço de união da metrópole, da capital, com as cidades-satélites improvisadas da periferia. É um ponto forçado, em que toda essa população que mora fora entra em contato com a cidade” (...). O Eixo Monumental percorre o centro do registro, sobressaindo das extremidades esquerda e direita da fotografia, estando orientado em norte-sul, sendo possível identificar também a demarcação das vias de retorno viário ainda em terra batida. Da mesma forma, o Eixo Rodoviário transpassa o quadrante inferior do registro, cortando o Eixo Monumental ao meio nas orientações leste-oeste, arqueando-se nos eixos que configuram a Asa Sul do Plano Piloto. No centro do Cruzamento entre os eixos, instalações auxiliares ao processo de obra se fazem presentes, galpões e pequenas edificações - com telhado em duas quedas -, montantes de areia e madeira, além de maquinários. Diversas estradas vicinais interligam pontos estratégicos de passagem de maquinário e materiais para o processo de obra. Acima do Eixo Monumental, no quadrante central esquerdo, parte da área que foi destinada para a locação do Setor Bancário Sul que, segundo a Revista Brasília (1957, p. 12), “lateralmente à intersecção dos dois eixos, mas participando funcionalmente em termos de composição urbanísticos do Eixo Monumental, localizaram-se o setor bancário [...]. O terreno apresenta processo de terraplenagem avançado, com diferenças de topografia bem definidas, havendo a presença de instalações de apoio nas proximidades. Devido ao ambiente de obra, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, além de montes residuais da obra. Em plano posterior ao Cruzamento dos eixos, parte da escala edilícia das superquadras se faz presente entre os eixos, estando em etapas diferentes de construção e pavimentação das vias; com presença de árvores de pequeno e médio porte sobre o solo de gramíneas do Cerrado. O relevo do planalto central se faz nítido e a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília. Observa-se a presença de uma vasta vegetação de Cerrado (fitofisionomia não identificável), que se estende pelo horizonte e entre as vias de terra batida. Ao fundo, na parte superior do registro, à esquerda do Eixo Rodoviário Sul, doze construções contrastam com a vegetação do Cerrado, possivelmente se tratando de alojamentos para operários pertencentes ao acampamento da Vila Metropolitana, local que hoje faz parte da região do Núcleo Bandeirantes, e foi responsável, antes mesmo da construção de Brasília, abrigar os primeiros candangos engenheiros e trabalhadores da Companhia Metropolitana de Estradas, esta que foi responsável pelas obras de terrapleno da pista de pouso do futuro aeroporto de Brasília (Costa, 2011).
"

Untitled

NOV.B.18 (61)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-61
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

" Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul (eixão), registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. No registro é possível ver que a pista principal do Eixo Rodoviário Sul, denominada popularmente por eixão, já foi planificada, recebeu a delimitação da via (meios-fio) e postes de iluminação urbana em sua extensão. No limite esquerdo da imagem, estão 4 blocos residenciais e um ainda em fase estrutural. Dois destes blocos são, possivelmente, os blocos construídos pelo Instituto de Previdência (IAPI). “Pioneiro de Brasília, com a construção e a instalação de um hospital que está atendendo a tôdas as necessidades médicas de Brasília e dos municípios vizinhos, o IAPI se dedica, atualmente, à construção dos conjuntos residenciais nas super-quadras 105 e 305, na asa do lado sul da cidade. Na quadra 105, com 11 blocos, 8 blocos de 82.44m e 3 de 68.09m de comprimento, os apartamentos serão de dois tipos, com área de 199 e 166 metros quadrados, respectivamente. Na quadra 305, com 14 blocos, as unidades também serão de 2 tipos, com um mínimo de 66 metros quadrados de área, possibilitando boa moradia aos de menores posses. O total das unidades previstas é de 1200 apartamentos.” (Diário de Brasília 1958, p.34 e 35). Abaixo dos blocos da esquerda, dois carros estão estacionados. Ao fundo dos postes do lado esquerdo da pista, dois prédios estão em fase estrutural na região do Setor Comercial Sul, prédios estes que correspondem ao BNDES (maior) e ao edifício Seguradoras (menor). Andando em direções diferentes na pista central estão três homens de camisa clara e calças escuras. Na lateral esquerda há jardim delimitado por calçadas, composto de gramíneas com árvores esparsas e ao centro e na lateral direita, a vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito) se estende. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
"

Untitled