Asa Norte

Taxonomy

Code

Scope note(s)

Source note(s)

Display note(s)

Equivalent terms

Asa Norte

Associated terms

Asa Norte

35 Archival description results for Asa Norte

32 results directly related Exclude narrower terms

NOV.B.21 (23)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-21-23
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

" Fotografia preta e branca em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada do Canadá retirada em agosto de 1959. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Canadá Lote Nº 16. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. O projeto da Embaixada do Canadá foi feito por Thompson, Berwick, Pratt and Partners, com enfoque em um projeto preocupado com o conforto ambiental e aplicação de paisagismo de Ney Ururahy Dutra (1922-2013). A Chancelaria foi inaugurada em 13 de janeiro de 1977, com suas instalações em funcionamento desde 1976. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p.93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao fundo está uma vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e na parte inferior da imagem nota-se terra batida com rebrotas, indicando remoção recente da vegetação pela intervençao humana.
"

Untitled

NOV.B.21 (2)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-21-2
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada da Argentina. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Argentina Lote Nº 12. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. A Embaixada da Argentina só foi inaugurada em 1994 (FICHER e SANTOS, 2018) e foi projetada pelo estúdio MSGSSS. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p. 93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao fundo está uma vegetação mais rasteira, contendo gramíneas, arbustivas e algumas árvores de pequeno porte correspondentes ao bioma Cerrado, especificamente um Cerrado típico (cerrado sentido restrito). Na parte inferior da imagem, nota-se terra batida e algumas rebrotas de arbustos ou árvores, cuja vegetação foi removida recentemente por intervenção humana.

Untitled

NOV.B.21 (1)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-21-1
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada da Venezuela. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Venezuela Lote Nº 13. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. A Embaixada da Venezuela só se instalou em Brasília, DF em abril de 1972, sendo o autor do projeto o arquiteto Genry Tanededi. A Chancelaria da embaixada recebe obras de artistas venezuelanos. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p. 93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha (1927-2018): “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao fundo está uma vegetação mais rasteira, contendo gramíneas, arbustivas e algumas árvores de pequeno porte correspondentes ao bioma Cerrado, especificamente um cerrado típico (cerrado sentido restrito). Na parte inferior da imagem, nota-se terra batida, cuja vegetação foi removida por intervenção humana.

Untitled

NOV.B.18 (97)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-97
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção de uma pista do Eixo Monumental do Plano Piloto de Brasília, entre os anos de 1957-1960. Item similar ao item 4. O enquadramento foi pensado para retratar a construção do Congresso Nacional e, possivelmente, um dos ministérios da Esplanada. Nota-se o domo fechado correspondente ao Senado Federal na região central da imagem, a elevação de terreno e o platô, com a estrutura das duas torres do Congresso a subir. As obras do Congresso Nacional foram iniciadas no ano de 1957 e, no mesmo ano, também foi iniciado o trabalho de asfaltamento do Eixo Monumental. À esquerda, um plano a frente deste cenário, uma torre de caixa d’água com a vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito) a circundar as laterais da estrada asfaltada. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento". Ao fundo, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte.

Untitled

NOV.B.18 (76)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-76
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata parte da área correspondente à extensão do Eixo Rodoviário, na altura da Rodoviária de Brasília, DF. A imagem retrata parte da plataforma rodoviária com as vias S1 e N1 do Eixo Monumental cortando transversalmente abaixo e, nota-se parte do Setor Bancário Norte com um edifício em construção. No quadrante inferior esquerdo, tem-se um carro similar a um Jeep Candango seguindo na larga via do Eixo Monumental. À frente, na mesma via, um carro se desloca até a ponta extrema direita da pista, em direção às duas pessoas no limite da via. Abaixo da plataforma rodoviária estão pilhas de materiais, alguns veículos estacionados e montes de terra. Na faixa acima, próximo aos alojamentos e instalações de apoio do canteiro, têm-se aproximadamente 21 caminhões enfileirados na via. No quadrante inferior direito, na estrada de terra que corta a região central, duas pessoas caminham. No quadrante superior direito, a região correspondente ao Setor Bancário Norte recebia seu primeiro edifício, ainda em etapa estrutural. Lateralmente à intersecção dos dois eixos, mas participando funcionalmente em termos de composição urbanísticos do eixo monumental, localizaram-se o setor bancário e comercial, o setor dos escritórios de empresas e profissões literais e ainda os amplos setores do varejo comercial. Ao fundo, a extensão das pistas do Eixo Rodoviário Norte. Todas as vias estão margeadas por terra batida e ao fundo, na parte superior, nota-se ainda presente a vegetação de Cerrado (fitofisionomia não identificável) que se estende pelo horizonte. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p. 9-12) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"". As obras da Plataforma Rodoviária se iniciaram em dezembro de 1958, com execução da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), contendo uma plataforma de 9m de altura em 1400 toneladas de aço para concreto protendido. Sua conclusão só aconteceu em 12 de setembro de 1960, no mesmo dia de aniversário de Juscelino Kubitschek (1902-1976). Nas palavras de Lucio Costa (1987) sobre a obra concluída: (...) “Eu sempre repeti que essa plataforma rodoviária era o traço de união da metrópole, da capital, com as cidades-satélites improvisadas da periferia. É um ponto forçado, em que toda essa população que mora fora entra em contacto [sic] com a cidade (...)”.
"

Untitled

NOV.B.18 (70)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-70
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista da pista central do Eixo Rodoviário (eixão) para os blocos residenciais das superquadras 100 sul. As três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível ver árvores esparsas de médio porte, mantidas com fins paisagísticos. No eixão encontram-se caminhões a transitar, sendo um Chevrolet 1954 preto e um grupo de aproximadamente 6 caminhões ao fundo. Saindo na via à esquerda, está uma Kombi branca e mais carros parecem se deslocar na via acima, na região onde passa o eixinho. À frente dos primeiros blocos há um tapume com placas identificadoras da obra, um caminhão branco com carroceria carregada com dois homens acima e um Jeep Willys estacionado em direção ao tapume. Ao fundo, próximo ao limite direito da imagem, observa-se os dois prédios do Setor Comercial Sul correspondentes ao BNDES (maior) e ao edifício Seguradoras (menor). Logo atrás, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
"

Untitled

NOV.B.18 (61)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-61
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

" Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul (eixão), registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. No registro é possível ver que a pista principal do Eixo Rodoviário Sul, denominada popularmente por eixão, já foi planificada, recebeu a delimitação da via (meios-fio) e postes de iluminação urbana em sua extensão. No limite esquerdo da imagem, estão 4 blocos residenciais e um ainda em fase estrutural. Dois destes blocos são, possivelmente, os blocos construídos pelo Instituto de Previdência (IAPI). “Pioneiro de Brasília, com a construção e a instalação de um hospital que está atendendo a tôdas as necessidades médicas de Brasília e dos municípios vizinhos, o IAPI se dedica, atualmente, à construção dos conjuntos residenciais nas super-quadras 105 e 305, na asa do lado sul da cidade. Na quadra 105, com 11 blocos, 8 blocos de 82.44m e 3 de 68.09m de comprimento, os apartamentos serão de dois tipos, com área de 199 e 166 metros quadrados, respectivamente. Na quadra 305, com 14 blocos, as unidades também serão de 2 tipos, com um mínimo de 66 metros quadrados de área, possibilitando boa moradia aos de menores posses. O total das unidades previstas é de 1200 apartamentos.” (Diário de Brasília 1958, p.34 e 35). Abaixo dos blocos da esquerda, dois carros estão estacionados. Ao fundo dos postes do lado esquerdo da pista, dois prédios estão em fase estrutural na região do Setor Comercial Sul, prédios estes que correspondem ao BNDES (maior) e ao edifício Seguradoras (menor). Andando em direções diferentes na pista central estão três homens de camisa clara e calças escuras. Na lateral esquerda há jardim delimitado por calçadas, composto de gramíneas com árvores esparsas e ao centro e na lateral direita, a vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito) se estende. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
"

Untitled

NOV.B.18 (53)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-53
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro térreo do trabalho de terraplenagem do Eixo Rodoviário, nos primeiros anos de construção de Brasília, entre 1956 e 1958. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos viários principais se Cruzam em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957) sobre o eixo, relata-se que, “desse modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento” (Pinheiro, 1957, p. 10). No registro, na extensão da via com solo de terra batida, caracteriza-se o processo de terrapleno recente devido às marcas de passagem dos maquinários no solo. As margens da via, montantes de terra separam a vegetação nos canteiros laterais da área em processo de nivelamento. Ao fundo, às margens da via de terra, à direita, é possível identificar uma placa no sentido oposto ao do registro. No quadrante direito, após a vegetação e a direita da via, um edifício em processo de construção caracteriza-se pelo seu esqueleto estrutural ainda aparente, não havendo a presença de esquadrias e fachadas, estando sem detalhamentos externos, com fachadas vazadas, e possivelmente, a edificação se trata dos conjuntos residenciais das superquadras, que conforme descritas por Lucio Costa, foram denominadas e pertencentes a Escala Residencial, [...] rodeadas por uma faixa de arborizada de 20 m de largura e localizadas de cada lado do Eixo Rodoviário Norte-Sul (Castro, 1960, p.73). As margens da via do Eixo Rodoviário, seguindo até a linha do horizonte, observa-se vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito).

Untitled

NOV.B.18 (48)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-48
  • Item
  • 30/09/1958
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem retrata a região do Eixo Monumental, na Esplanada dos Ministérios, retirada em 30/09/1958. Nota-se a delimitação das duas vias S1 e N1, ainda tracejadas por estradas de terra paralelas, na altura da Esplanada dos Ministérios, onde é possível ver as áreas retangulares destinadas aos edifícios ministeriais. Ao fim das vias paralelas, vê-se o platô e a estrutura da rampa do Congresso Nacional. À direita da retangular do Congresso, está parte das estruturas destinadas à Praça dos Três Poderes, local este também que abriga o Supremo Tribunal Federal. À esquerda da mesma retangular, acima da via, está o canteiro de obras para o Palácio do Planalto. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas laterais da parte inferior da imagem, nota-se vegetação de cerrado típico, e ao fundo, nas laterais e pelo horizonte, a vegetação está distribuída em forma de mosaico, com trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada). Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento. Sobre o Congresso Nacional e sua composição, conforme exposto por Oscar Niemeyer (1907-2012): “o objetivo de reunir as duas casas do Congresso num só edifício, visa a dar solução mais racional e econômica ao problema, sem prejuízo da independência que lhes é indispensável, permitindo, ainda, adotar para os serviços comuns (garagem, restaurante, biblioteca, salas de estar, etc.) instalações mais perfeitas e amplas. Por outro lado, estudados num só bloco, Senado e Câmara constituirão um conjunto monumental capaz de dominar, como desejável, as demais construções da cidade” (NIEMEYER, s.d., n.p.). Já a definição das posições dos ministérios foi elaborada de modo que, inicialmente, quatro edifícios se posicionaram do lado sul, reservando o espaço para a Catedral, seis edifícios do lado norte unidos por uma marquise de circulação, porém não foi executada. A distribuição ficou em sete edifícios do lado sul e dez edifícios do lado norte, à época (1960). O projeto modelo dos ministérios-padrão foi um trabalho de Oscar Niemeyer. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá.

Untitled

NOV.B.18 (36)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-36
  • Item
  • 1956 - 1959
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem. Representante digital consta riscos e manchas esverdeadas. Registro térreo da pavimentação do Eixo Monumental, em Brasília - DF, durante os primeiros anos da construção de Brasília (1956-1959). Registro que retrata parte da extensão do Eixo Monumental - nas orientações leste-oeste - em fase avançada de asfaltamento. No quadrante inferior do registro, parte da via não está pavimentada, estando em terra batida e com marcas de passagem de maquinário - usado para terraplenagem. Nos canteiros laterais da via nota-se a separação abrupta do solo pavimentado e a vasta vegetação de Cerrado, com alta densidade de árvores (fitofisionomia não identificada) de forma que: à esquerda, taludes em solo arenoso separam o asfalto do Eixo Monumental.. A esquerda da vista, um vislumbre do que aparentam ser tonéis e resquícios de materiais, evidenciando o processo de obra recente na área. O Eixo Monumental se inicia na Praça dos Três Poderes e termina no limite Oeste do Plano Piloto, onde se localiza a estação rodoferroviária. O canteiro central da via, parte do Congresso e Cruza com o eixo rodoviário definidor das Asas Norte e Sul, onde se encontra a plataforma rodoviária de Brasília. Após a rodoviária, contemplam-se a Torre de TV, a Feira da Torre de TV, o Eixo Cultural Ibero-americano, o Planetário, o Clube do Choro, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a praça do Buriti, o Museu da Cultura Indígena, o Memorial JK, a Praça do Cruzeiro e por fim, a Catedral Militar Rainha da Paz (Nunes, 1994).

Untitled

Results 21 to 30 of 35