Arquitetura moderna

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NOV.B.2 (64)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-64
  • Unidad documental simple
  • 1959 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em cores, em formato paisagem.Vista frontal das rampas externas, ainda inconclusas do Congresso Nacional. Na rampa inferior observa-se um funcionário com regata, calça bege e chapéu, carregando um bloco de construção de mão direita e um estilete na mão esquerda, perto do trecho final,na área externa à direita, é possível visualizar uma concentração de tábuas de madeira espalhadas ao solo. No lado oposto, situa-se a coluna de concreto, sem acabamento completo, que sustenta a rampa externa, adjacente à coluna, nota-se uma estrutura de madeira, a qual fornece acesso ao topo dela. Ulteriormente a rampa inferior, é pouco perceptível a estrutura interna do edifício principal, com dois pares de colunas de concreto, ainda com fina espessura,na parte interna e na varanda. Já na rampa externa superior, com furos encadeados em sua extremidade direita, percorrendo sua extensão, localizam-se quatro trabalhadores carregando conjuntamente, nos ombros, uma longa barra de metal cilíndrica. Nota-se que o primeiro operário olhando fixamente à direita, mais abaixo da rampa, com roupas em tons de bege, não possui nada protegendo seu corpo contra o peso e atrito da barra. A presença da caneca azul pendurada em sua roupa, perto da região do quadril, destoa-se bastante do resto da sua vestimenta. Em seguida, é possível visualizar apenas as costas do obreiro com camisa xadrez e calça escura, o qual traz na parte superior do corpo, um saco para apoiar segura o material de obra carregado em questão. Logo depois, mais distanciado, há um terceiro membro da obra, de camisa longa bege,calça branca e chapéu de palha, que detém também um saco, no ombro direito, porém mais bem amarrado à barra que seu colega anterior, tal operário traz em seu bolso de trás uma caneca de metal. Por último, situa-se outro profissional de vestes brancas e chapéu chegando próximo a região da plataforma. Na direita da rampa externa, no canteiro de obras, é possível observar apenas a cabeça de um contratado de boné, adjunto, a um conjunto de blocos de concreto que está próximo de um poste madeira, em seguida, há uma pequena movimentação de terra, perto a outra amontoado menor de terra misturado com entulho, também adjacente a um poste elétrico. Paralelamente, há um profissional esparso no terreno, olhando para a rampa externa superior. No lado esquerdo do edifício principal, é perceptível a presença de par de colunas de concreto, não finalizadas, na varanda. Entre elas, na parte interna, verifica-se um operário fazendo a fiada de blocos de concreto, na extrema esquerda, está pouco nítida uma escada que leva a uma parede interna do edifício. Acima, na plataforma,sobressai o Senado com sua estrutura quase completa, mas revestimento não finalizado, verifica-se duas escadas provisórias em cada parede externa, a da esquerda é mais simplória e a da direita é mais elaborada, na base, é possível visualizar na base dois barris. Ao centro, ressalta-se as torres anexas com sua estrutura de aço aparente ainda com poucos pavimentos construídos, entre as torres pousa-se uma plataforma que interliga as duas edificações, perto da cobertura, observa-se três gruas operando suas funções.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Sin título

NOV.B.2 (65)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-65
  • Unidad documental simple
  • 1959 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista diagonal da fachada frontal do Palácio do Congresso Nacional em fase de construção. Em primeiro plano, chão de terra batida com materiais de construção sobre o mesmo, construções temporárias de aspecto longitudinais, que provavelmente serviam de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais. À esquerda da fotografia, na base do monumento, há a rampa de acesso do piso térreo às cúpulas (à direito da fotografia) com diversas figuras humanas, e abaixo das cúpulas, local onde terá a cortina de vidro (componente construtivo de vedação, composto por vidros fixados em malha de perfis metálicos contínuos, que se desenvolvem no sentido da altura e/ou da largura da fachada da edificação, por pelo menos dois pavimentos. Ao centro, ressalta-se o Congresso Nacional, os seus monumentais edifícios anexos, verticalizados de 92 metros, ainda não concluídos com presença de estruturas temporárias e sem a vedação completa. Suas cúpulas emblemáticas (Câmara dos Deputados, de maior dimensão apenas com a base circular, sem revestimento e virado à cima e do Senado de menor proporção virado para baixo, com pilar deslocado) as quais possuem um traço delicado que contrasta com as colunas simétricas e dão um aspecto de beleza nas duas torres correspondentes à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. A casca da cúpula do Senado está finalizada, enquanto a da Câmara está em processo cimbramento, que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras, circundando o mesmo. Ao fundo, entre o Senado e as torres, o Palácio do Planalto em fase de construção, podendo visualizar a parte superior das suas colunatas presentes em sua fachada principal; atrás da Câmara, há um grande guindaste.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Sin título

NOV.B.2 (650)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-650
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da fachada posterior do Palácio da Alvorada. Registro aéreo do Palácio da Alvorada (PA) durante os seus anos finais de construção, estando em processo avançado de obra, inserido no contexto da península do Lago Paranoá – ainda não preenchido –, em evidência parte dos elementos construtivos do que futuramente viria ser a capela, o espaço de bar, o bloco de serviço semienterrado e o lago artificial do Alvorada. No quadrante central, parte do edifício destinada a área de lazer, onde encontra-se a piscina e uma cobertura destinada ao bar, com os acessos já delimitados e concretados. No quadrante inferior direito, na fachada sul do PA, encontra-se a capela, estando em fase final de obra, sendo possível identificar o acesso rampeado a partir da entrada principal, a via que dá acesso a parte inferior da capela desenvolvendo-se para um retorno de veículos, além da passarela elevado de acesso à superfície de entrada da capela a partir do edifício principal do Alvorada. No quadrante superior, identifica-se parte do contexto territorial das orientações leste e sul do Palácio, sendo possível identificar o bloco semienterrado de serviço à direita com o acesso rampeado e o espaço destinado a área de lazer; havendo a passarela elevada de acesso, o vislumbre da escultura “Ritmo dos Ritmos”, de Maria Martins; além da piscina e uma cobertura destinada ao bar, à esquerda. Acima da área de lazer, ainda na elevação leste, o lago artificial do Alvorada foi preenchido, sendo possível identificar parte do seu perímetro. Na elevação oeste, a via de acesso ao PA, que faz junção a Via Presidencial, esta que circunda a área total do Alvorada na península. A via apresenta pleno funcionamento devido às marcas de passagens de veículos, sendo possível identificar um Jeep Willys de cor clara estacionado próximo do piso de acesso, onde encontra-se a rampa do acesso principal ao edifício. No quadrante esquerdo, alguns transeuntes caminham sobre a via e no terreno descampada de terra batida que circunda o terreno do Palácio do Alvorada. Adjacentes às estruturas do Palácio da Alvorada parte do terreno apresenta superfície gramada, havendo uma mudança abrupta, no perímetro do conjunto arquitetônico, para um solo de terra batida marcada pela passagem de veículos, maquinários e processo de obra recente nas imediações das obras finalizadas. Nota-se, portanto, a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, aparente uso de maquinário para retirada de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas. A direita do terreno retangular, resquícios dos canteiros e acampamentos dos operários que realizaram a construção, sendo possível identificar apenas parte das suas fundações e vias vicinais que davam acesso a estes, facilitando o transporte de materiais e suprimentos. Em grande parte do registro, a vegetação é caracterizada por árvores esparsas nos arredores das edificações e mudanças abruptas de solo. No quadrante superior, à linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do Lago Paranoá, que contrasta com o solo do cerrado. Torna-se nítido a presença de uma vasta vegetação de Cerrado típico (Cerrado sentido restrito), com variações de densa, ralo e de médio porte, com gramíneas secas. O primeiro trecho da península caracteriza-se por uma vegetação de baixo porte, com gramíneas mais densas às margens do lago e secas nas áreas que configuram vias vicinais ou áreas descampadas - onde, anteriormente, estiveram os acampamentos e canteiros de obra. Diversas áreas desmatadas refletem o processo de obra recente.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Sin título

NOV.B.2 (652)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-652
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia em preto e branco no formato retrato do Palácio da Alvorada em fase de construção. Situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. O enquadramento da fotografia foca em capturar uma das colunas cônicas do edifício, a forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86). O pilar está em processo de revestimento pelo mármore branco. Na base do edifício, um terreno de terra seca batida com tábuas, estacas de madeira e pedaços de concreto espalhadas de forma desordenada debaixo do piso do primeiro pavimento, um vão preenchido por escoras. A esquerda, um trabalhador de boné e camisa xadrez de mangas curtas. No vão entre o piso do primeiro pavimento e a laje do edifício há escoras de madeira espalhadas por toda a estação da captura fotográfica. O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Sin título

NOV.B.2 (653)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-653
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia em cores, formato paisagem. Vista da construção do que viria a ser a sala de estar e a sala de música do Palácio da Alvorada. Situado às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. No terceiro terço à direita da fotografia, há uma parede em mármore na cor preta com um andaime e alguns caixotes a sua frente. Próximo as esquadrias das janelas, na parte exterior, um andaime, ao fundo dois duas colunas, sendo uma delas, ao lado direito, a semi-coluna da rampa de acesso central ao edifício, na segunda metade do lado esquerdo da fotografia uma coluna completa, a forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86). Em terceiro plano dispõe-se a vista do anexo de serviços da Residência Oficial do Presidente da República, com 7 operários sobre a laje. O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Sin título

NOV.B.2 (655)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-655
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Representante digital consta manchas brancas de uma possível retirada de fita. Registro aéreo da península do Lago Paranoá – ainda não preenchido – com os primeiros edifícios em alvenaria inaugurados de Brasília, durante os primeiros anos de construção de Brasília, entre 1957 e 1958, o Brasília Palace Hotel e o Palácio da Alvorada (PA), estando em evidência, em primeiro plano, o contexto construtivo do Palácio da Alvorada (a capela e o acesso rampeado semienterrado, o espaço de bar e piscina). Mais ao fundo, a fachada leste do Brasília Palace Hotel, estando os dois em processo avançado de obra, sendo estes inaugurados no dia 30/06/1958. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021. No quadrante inferior do registro, parte da extensão vegetativa de onde, posteriormente, viria a ser preenchido o Lago Paranoá. O Lago Paranoá só foi totalmente preenchido com sequência de chuvas do ano de 1961, e então, Juscelino Kubitschek (1902-1961) se deu o prazer de mandar ao Corção (Gustavo, torcia contra, articulista de O Globo e filósofo) o telegrama com duas palavras mais do que suficientes: ‘Encheu, viu?” (ESNAL, 2015, p. 42). Ainda neste trecho, pequenas vias vicinais traçam percursos de acesso demarcados no solo, possivelmente, destinados à passagem de operários e veículos carregados de materiais para as construções visíveis. O terreno se estende em aclive até a península do Lago, onde encontra-se o PA. Próximo da estrada vicinal em evidência no quadrante inferior do registro, pequenas instalações de apoio aos operários, possivelmente se tratando de sanitários. O edifício do Alvorada encontra-se em fase avançada de construção, havendo a presença dos principais elementos arquitetônicos que compõem o seu contexto construtivo – o próprio Palácio da Alvorada, a capela, o espaço de bar e piscina na fachada posterior e o bloco semienterrado de serviços, à esquerda. Adjacentes às estruturas do Palácio da Alvorada parte do terreno apresenta superfície gramada, havendo uma mudança abrupta, no quadrante central direito, para um solo de terra batida marcada pela passagem de veículos e maquinários nas imediações das obras finalizadas. Nota-se, portanto, a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, aparente uso de maquinário para retirada de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas. A direita do Alvorada, dois conjuntos de alojamentos – de estrutura simples retangular ou quadrada, com telhado em duas quedas – destinado aos trabalhadores, além de estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso ainda não pavimentados no entorno das moradias, durante o período de obras. A esquerda dos alojamentos e na frente do Palácio da Alvorada, parte do solo ainda em terra batida do que posteriormente viria a ser parte da extensão do terreno gramado de acesso ao edifício, sendo possível identificar uma torre treliçada para armazenamento de água e postes de energias, além das estradas vicinais. No quadrante esquerdo, à esquerda do anexo semienterrado de serviços, é possível identificar um canteiro de obras a serviço do Palácio da Alvorada, havendo aproximadamente seis instalações de apoio, possivelmente, destinadas ao armazenamento, cortes e manuseio dos materiais destinados à obra. No mesmo terreno, pilhas de materiais e montantes de agregados ambientaliza a desordem do canteiro durante o processo de obra recorrente na região. Nas delimitações do canteiro, próximos das estradas vicinais pequenas instalações destinadas aos sanitários. Nas imediações de todo o contexto de obra do Palácio da Alvorada, pequenas estradas vicinais direcionam-se para o oeste com sentido Esplanada dos Ministérios e o próprio Hotel de Turismo evidenciado no registro no quadrante superior. Em plano posterior, o Brasília Palace Hotel em processo avançado de obra, com a fachada leste em em aparente fase final de obra, sendo possível identificar também um pequeno conjunto de instalações e alojamentos de apoio à obra. A esquerda do Palace, uma torre treliçada para caixa d’água, e um adensamento de árvores de médio porte. O Palace apresenta iminência de conclusão, com fachadas que aparentam apresentar esquadrias e cortinas, logo, em funcionamento. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Em todo o registro, a vegetação é caracterizada por árvores esparsas nos arredores das edificações, e mudanças abruptas de solo. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Torna-se nítido a presença de uma vasta vegetação de Cerrado típico (Cerrado sentido restrito), com variações de densa, ralo e de médio porte, com gramíneas secas.

Sin título

NOV.B.2 (657)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-657
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia em preto e branco no formato retrato Palácio da Alvorada. Situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. O enquadramento da fotografia foca em capturar um guindaste com três pés de madeira, o pé à direita da fotografia contém tábuas na horizontal pregadas para ser usada de escada, na parte superior do guindaste há correntes, cordas e ganchos, na ponta de um dos ganchos um pedaço cônico de concreto é erguido com a ajuda de 4 trabalhadores, sendo que três deles apoiam o objeto erguido e um segura a alavanca que aciona o equipamento. Ao fundo, observa-se também a paisagem modificada do cerrado, além da construção artificial do lago Paranoá, o qual está visível em segundo plano da fotografia. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.” No canto superior direito, percebe-se vegetação de Cerrado, sendo possivelmente fitofisionomia campestre ou savânica.

Sin título

NOV.B.2 (66)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-66
  • Unidad documental simple
  • 1959 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em cores, em formato paisagem.Vista lateral das rampas externas, ainda inconclusas do Congresso Nacional. Percorrendo a rampa externa, bem no começo, há um operário de camisa e calça de tons de bege caminhando na mesma direção de outros dois trabalhadores andando paralelamente, o funcionário à esquerda usa camisa clara e calça jeans e é possível ver apenas suas costas, o profissional da direita usando camisa clara e calça bege está olhando para trás. Mais afastado, verifica-se outro pedreiro caminhando perto da plataforma que abriga as cúpulas. À esquerda da rampa externa superior, no nível do solo, visualiza-se o largo canteiro de obras. No trecho inicial, pousa-se o solo de terra batida com pequenas concentrações de terra em ambas as laterais, difere-se apenas na direita a presença de um bloco de concreto sob a terra, seguido de um cavalete fixado no limite do canteiro. Mais adiante, presencia-se vários agrupamentos de barras de metal cilíndricas, apoiadas sob tábuas de madeiras para evitar o contato com o solo. Tais recursos da obra estende-se até a localidade onde está a coluna de concreto (sem acabamento completo) escorado sob uma estrutura de madeira que é seguida, em sua descendente, de uma pequena área com calhas de madeira entrelaçadas; consecutivamente, perto do limite do canteiro situam-se dois andares de barris separados por um papelão (o andar de baixo com seis barris e o de cima com quatro barris) destoando-se do resto um barril vermelho na extrema esquerda. À esquerda da última fileira das barras de metal, situa-se um grande conjunto de blocos de concreto, próximo a diversas tábuas de madeira, adjacentes a elas,há uma escada encostada em um poste elétrico com alto falante. À direita da rampa externa superior, é perceptível apenas parte da rampa inferior, fora dela, no sentido leste, é possível visualizar uma concentração de tábuas de madeira espalhadas ao solo. Na extrema direita da parte interna do edifício principal, destaca-se o processo de cimbramento, que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras, possivelmente para o levantamento das colunas de concreto ou para a fundação da Câmara, a qual localiza-se no pavimento acima, apenas é visível as esperas em formato circular, da estrutura embrionária da Cúpula, com um poste de iluminação ao centro. Alguns funcionários rodeiam a circunferência presente da fundação inicial . Ao centro, da plataforma superior sobressai as torres anexas com sua estrutura de aço aparente ainda com poucos pavimentos construídos, entre as torres pousa-se uma plataforma que interliga as duas edificações, perto da cobertura, observa-se duas gruas operando suas funções.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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NOV.B.2 (661)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-661
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco no formato paisagem do Palácio da Alvorada em fase de construção. Situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. O enquadramento da fotografia foca em capturar o processo construtivo do edifício, as escoras de madeira na estrutura dos pilares já com a forma curva, a forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86). Cerca de 17 trabalhadores se espalham ao longo de toda a estrutura do palácio da alvorada, que vai de uma extremidade a outra da captura fotográfica. Na metade inferior à direita da imagem, uma vala se estende à frente de toda a estrutura já construída com passagens improvisadas com tábuas de madeira. No centro inferior da imagem, quatro homens com roupas sociais, atrás dos mesmo um operário de costas anda em direção oposta, no canto inferior esquerdo da fotografia, debaixo do edifício do Palácio da Alvorada, outros 4 operários se abrigam. No terceiro terço da imagem, cerca de 12 trabalhadores se espalham na base e sobre o edifício.
O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

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NOV.B.2 (662)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-662
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia em preto e branco no formato retrato Palácio da Alvorada. Situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. O enquadramento da fotografia foca em capturar a perspectiva do edifício do Palácio da Alvorada em fase de construção, envolta por tábuas e estacas de madeira para a escora da estrutura e acesso dos trabalhadores a pontos mais altos. Na base do edifício é possível ver a fundação e parte estrutural das colunas cônicas do edifício, a forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86). No quadrante inferior direito, nota-se uma vala com uma ponte improvisada feita com tábuas de madeira, atrás da mesma, cinco homens observam a evolução construtiva do edifício. No centro do primeiro terço superior da fotografia, um trabalhador sem equipamentos de segurança está de pé na borda da fachada onde futuramente viria a ser a laje. No período da construção de Brasília os acidentes de trabalho eram, infelizmente, comuns devido à falta de equipamentos de proteção essenciais fornecidos, além de serem escondidos os relatos das manchetes e jornais. É possível ver que, por mais que possuíam capacetes, os operários não tinham cordas, mosquetões ou apoios que o mantivessem presos à estrutura naquela vertiginosa altura. Como relatado em áudios transcritos de trabalhadores da época: ...“Você parava por ali assim, e dava uma olhada na Esplanada dos Ministérios, sempre à tardezinha, à noite. Meu Deus do céu! Parecia fogos de artifício. Era o cidadão trabalhando, peão, gente caindo, muita gente morrendo. Não cuidava muito da segurança, tinha que fazer. E foi fazendo.” (DE FARIA, 1989 apud VIDESOTT, 2009). O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

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