- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-374
- Item
- 1959 - 1960
Parte de Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - NOVACAP
"Fotografia preto em branco, formato paisagem. Círculo de pessoas, em volta do que seria a fundação do Congresso Nacional, fitando o olhar para a moderna bate estaca da marca Franki. Na extrema direita, ressalta-se a presença a bate estaca com sua grande verticalidade e seus enormes fios que se conectam ao topo, alguns estão pairando no ar. Perto da base do maquinário sobressai um grupo de quatro trabalhadores reunidos, destoa-se nesse agrupamento, um operário uniformizado encostado na parte inferior da máquina e outro obreiro, utilizando chapéu redondo, olhando fixamente ao topo da bate-estaca. Bem próximo a eles, há uma estrutura simples de madeira servindo para armazenar o material que sai das perfurações da bate estaca. Contrasta no ambiente, ao centro e no lado esquerdo, a presença de indivíduos com vestimentas mais sociais e de mulheres no canteiro de obras, algo mais incomum à época, é possível visualizar também algumas crianças em meio a multidão. Ao fundo, predomina o franco processo de desmatamento da vegetação nativa, apenas há uma pequena faixa pequena com uma vegetação um pouco mais densa, em paralelo o agrupamento de indivíduos, verifica-se sutilmente, na extremidade esquerda, o caminhão percorrendo um trecho do grande terreno.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer."
Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil