América do Sul

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2114 Archival description results for América do Sul

NOV.C.2 (70)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-02-70
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida, formato paisagem. Em destaque, o presidente da república, Juscelino Kubitschek (1902-1976), e Israel Pinheiro (1896-1973), presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – NOVACAP, conversam enquanto inspecionam uma obra, sob o olhar atento dos operários. Kubitschek veste um paletó creme, camisa branca, calça social verde e sapatos marrons. Ele mantém os braços cruzados atrás do corpo, segurando um pequeno pacote não identificado. Pinheiro veste um paletó azul, camisa branca, calça marrom com listras brancas e sapatos marrons, também com os braços para trás. Em contraste, os operários vestem roupas simples e sujas, algumas rasgadas; dos oito trabalhadores, apenas quatro estão usando capacetes de proteção. Todos observam atentamente os dois políticos. Ao lado, dois homens vestidos com roupas sociais caminham de costas pelo ambiente. Kubitschek e Pinheiro estão sobre uma base de madeira elevada, com um operário em pé logo atrás, também com os braços para trás. Ao lado, há uma pequena construção de madeira pintada de amarelo, com listras vermelhas diagonais. Em frente a essa cabine de madeira, há um extintor de incêndio e três nichos laterais: um pintado de vermelho com uma lâmpada vermelha, outro pintado de amarelo com uma lâmpada, e o terceiro pintado de verde com uma lâmpada verde acesa. No segundo plano, é possível perceber que a foto foi tirada ao anoitecer, revelando um ambiente mais escuro, o que dificulta a visualização de detalhes adicionais. No entanto, nota-se um piso de terra com cascalho, seguido de um espaço escuro que indica uma diferença de profundidade no local. Ao fundo, a claridade do céu destaca uma árvore, uma pequena construção e a vegetação que se estende até a linha do horizonte.

Untitled

NOV.C.2 (71)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-02-71
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida, formato paisagem. Em destaque, um grupo de pessoas caminha por uma área com vegetação típica do Cerrado. Em primeiro plano, está Sarah Kubitschek (1908-1996), esposa de Juscelino Kubitschek (1902-1976), vestindo blusa e casaco brancos, com saia e luvas pretas. Ao seu lado, está Coracy Uchôa Pinheiro (1906-2013), esposa de Israel Pinheiro (1896-1973), vestindo roupa toda preta. Logo atrás, está Israel Pinheiro Filho (1931-2020), de calça social bege, camisa verde e mãos nos bolsos. Em seguida, Ernesto Silva (1914-2010), diretor administrativo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – NOVACAP, veste calça e camisa claras, acompanhado de um homem não identificado usando uniforme militar. O grupo se aproxima de uma cerca feita com estacas de madeira e arame farpado. Em segundo plano, nota-se um extenso campo coberto por gramíneas e arbustos, característicos do bioma Cerrado. Ao fundo, uma densa mata de galeria é visível, destacando-se pela maior concentração de árvores e vegetação mais fechada. A paisagem ao redor é aberta, com uma vegetação que inclui tanto plantas rasteiras quanto árvores esparsas, indicando a diversidade do Cerrado. A fotografia foi tirada em um dia claro, com o céu azul ao fundo, proporcionando uma boa visibilidade do ambiente natural.

Untitled

NOV.C.2 (73)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-02-73
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida, formato paisagem. Em destaque, Ernesto Silva (1914-2010), diretor administrativo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – NOVACAP, participa de uma reunião com outras autoridades no Palácio Piratini, sede do Poder Executivo e residência oficial do governador do estado do Rio Grande do Sul, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre. Em primeiro plano, estão cinco homens sentados em poltronas clássicas, com tecido estampado e estrutura de madeira pintada de dourado. No canto esquerdo da imagem, há um homem não identificado, seguido por Silva, que observa atentamente o então governador do estado do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola (1922-2004), enquanto ele fala e gesticula. Ao lado de Brizola, estão Édio Fredigo e outro homem não identificado. Todos estão vestidos com terno e gravata. A sala possui um estilo clássico, com sofás e poltronas detalhados em dourado. Entre os móveis, há uma mesa lateral de madeira com cinzeiros dourados, e tapetes persas adornam o piso. Ao fundo, as paredes brancas são enfeitadas com pilastras de gesso, enquanto boiseries decoram a parte inferior das janelas de madeira e vidro. Cortinas leves cobrem individualmente cada janela, complementando a decoração refinada do ambiente.

Untitled

NOV.C.2 (74)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-02-74
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida, formato paisagem. Em destaque, Ernesto Silva (1914-2010), diretor administrativo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – NOVACAP, conversa com um homem e uma mulher não identificados a bordo de um avião. Silva, de pé e ligeiramente inclinado, veste uma camisa branca e gravata, com calça bege, enquanto segura um livreto e algumas imagens que mostra para o casal. O homem sentado à esquerda veste uma camisa branca e calça cinza. A mulher sentada ao centro veste uma blusa listrada em tons claros e observa atentamente os documentos. O ambiente interno da aeronave é simples e funcional, com poltronas acolchoadas em tons neutros. Em segundo plano, podem ser vistas as janelas da aeronave, uma delas com a cortina aberta e as demais com as cortinas fechadas. Na parte superior, próximo ao teto, há uma estrutura de plástico com luminária embutida e pequenas caixas de som. A numeração das poltronas está escrita na cor vermelha. Em frente ao assento da dupla, há outro passageiro com a cabeça encostada em sua poltrona, complementando o cenário da imagem.

Untitled

NOV.C.2 (9)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-02-9
  • Item
  • 01/06/1957
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida, formato paisagem. Em destaque, o primeiro presidente da NOVACAP, Israel Pinheiro (1896 – 1973), embarca em um carro em frente ao Catetinho II. Ele está vestindo um terno cinza claro sobreposto a um colete e uma camisa branca, além de uma gravata azul e cinto marrom. Israel assume a direção do carro, que ao que tudo indica, é um Chevrolet Yeoman. Enquanto isso, um homem branco, vestindo terno escuro e sorriso no rosto no rosto, segura a porta para que o presidente da NOVACAP entre no veículo. Dentro do automóvel, do lado do passageiro, está outro homem branco sentado de terno e camisa branca, ele direciona o olhar para a porta traseira, por onde entra uma mulher branca, vestida com roupas claras e um pequeno chapéu rosa com detalhes em branco. É possível que essa mulher seja a esposa de Israel Pinheiro, Coracy Uchôa Pinheiro (1906 – 2013). Em segundo plano, quatro homens observam a cena: dois brancos e dois negros, nenhum deles foi identificado. Todos estão vestidos de forma social, e um deles fuma enquanto observa a cena. Os homens estão na área dos pilotis, que é uma área térrea suspensa por pilares que deixa um vão livre. Na imagem, nota-se que esse o espaço foi utilizado para abrigar um conjunto de mesa e bancos de madeira. Os pilares estão pintados de cinza e encontram-se com as vigas brancas que compõem o teto de madeira, onde estão instaladas luminárias redondas com detalhes em vermelho. Alguns vasos de madeiras com plantas ornamentais estão espalhados pelo térreo. Na parte superior, é possível ver um pequeno recorte do painel treliçado de madeira em amarelo, com alguns adornos nas cores vermelha e verde, fazendo referência à bandeira de Portugal. O mesmo tema é representado pela pequena bandeirola presa ao espelho retrovisor dentro do carro. Através desses detalhes, é possível inferir que essa fotografia foi tirada durante o mês de junho de 1957, durante a passagem do Presidente de Portugal, Francisco Craveiro Lopes (1894 – 1964), ao Brasil, acompanhado de sua comitiva, em uma visita a Brasília. Ao fundo, é possível observar a vegetação do Cerrado com alta densidade de árvores, possivelmente uma mata de galeria.
O prédio Catetinho II, observado nessa imagem, é pouco conhecido na história de Brasília devido a sua breve existência e à escassez de documentação relacionada a ele. O primeiro Catetinho (nomeado em homenagem ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro), foi construído com o propósito de hospedar o presidente Juscelino Kubitschek em suas frequentes visitas à nova capital do Brasil durante o período de construção. No entanto, a equipe de Juscelino considerou o espaço inadequado para suas necessidades, optando por construir uma versão maior, mais bem acabada e confortável. Assim, em janeiro de 1957, nasce o novo Catetinho. Contudo, com o progresso das construções, em 30 de junho de 1958, o Palácio da Alvorada foi inaugurado como a residência oficial do Presidente da República, tornando-se o primeiro edifício de alvenaria de Brasília. Como resultado, o novo Catetinho deixava de ser necessário para abrigar Juscelino, e em 1959 sua estrutura foi vendida ao empreiteiro Sebastião Correa, que não teve interesse em mantê-la. No mesmo ano, o primeiro Catetinho foi tombado como patrimônio histórico.
"

Untitled

NOV.D.1 (10)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-10
  • Item
  • 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Exposição sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, no Centro Cultural Brasil na Bolívia, La Paz, em 1959. Em destaque, três figuras humanas masculinas com vestes formais (paletó e calça) estão observando a exposição de fotografias com diversos dimensionamentos das fotos de maquetes físicas do Palácio do Congresso Nacional, Palácio da Alvorada, o que aparenta ser o Setor Bancário Sul ou algum setor central de Brasília (à direita), além de fotografias da construção desses monumentos (ao centro e à esquerda). Todas as fotografias estão fixadas na parede que possui revestimento amadeirado. O piso do ambiente é aparentemente de ardósia e no canto inferior esquerdo há um pequeno móvel sobre o mesmo.
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.D.1 (11)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-11
  • Item
  • 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Exposição sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, no Centro Cultural Brasil na Bolívia, La Paz, em 1959. Em destaque, um painel suspenso do chão com cinco fotografias emolduradas com papel escuro, sendo que as quatro da extremidade são dos vários ângulos do Palácio da Alvorada e ao centro a fotografia do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) com seu nome na legenda da fotografia. Ao fundo, uma parede com revestimento amadeirado com janelas e persianas e piso aparentemente de ardósia.
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.D.1 (12)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-12
  • Item
  • 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Exposição sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, no Centro Cultural Brasil na Bolívia, La Paz, em 1959. Da esquerda para a direita, uma grande fotografia da maquete física do Palácio do Congresso Nacional fixado em um painel suspenso do chão, a bandeira do Brasil ao centro e em outro painel uma pequena fotografia do Palácio da Alvorada, dois papéis com as palavras “festival” e “Brasília” em cada um dos papéis e uma fotografia grande do então presidente do Brasil (1956-1961) Juscelino Kubitschek (1902-1976). O ambiente possui piso aparentemente de ardósia e paredes com revestimento amadeirado.
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.D.1 (13)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-13
  • Item
  • 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Exposição sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, no Centro Cultural Brasil na Bolívia, La Paz, em 1959. Em destaque, uma figura humana masculina com vestes formais (paletó e calça) observando e apontando para o painel que possui diversas fotografias de capas e páginas da Revista Módulo publicadas em 1959 (nº 10 na parte superior ao centro - capa com a coluna do Palácio do Planalto; nº 12 no canto superior esquerdo - capa de um edifício colonial; nº 13 à esquerda - capa com linhas verticais e horizontais; nº 14 próximo ao paletó - capa branca com desenho estilizada) e da Revista Brasília publicadas em 1958 e 1959 (nº 16 no canto inferior direito - capa com fotografias da maquete física do Palácio do Planalto; nº 17 próximo a cabeça da figura masculina - capa com desenhos do Museu da Cidade; nº 20 no canto superior direito - capa do Brasília Palace Hotel; nº 21 no canto superior direito - capa com as colunas da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida de Brasília; nº 27 ao centro à direita - capa da Capela do Palácio da Alvorada; nº 28 logo abaixo do local onde a figura masculina está apontando - capa com fotografias da fachada de um bloco residencial do Iapc).
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DA REVISTA MÓDULO:
A Revista Módulo foi criada em 1955 pelo arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), sendo o editor do mesmo e tendo como tema principal a arquitetura, mas também temas sobre artes, urbanismo, design e cultura de forma geral. Em 1965 a Revista Módulo acabou por ser proibida pela ditadura militar do Brasil que iniciou-se em 1964 e voltou a circular em 1975, acabando definitivamente em 1986.
CONTEXTO HISTÓRICO DA REVISTA BRASÍLIA:
Periódico criado pela Novacap – Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, publicado entre janeiro de 1957 e maio de 1963, mensalmente.

O objetivo da revista era documentar a construção da nova capital, como um boletim informativo, para abastecer a opinião pública nacional e internacional sobre o andamento das obras.
Com uma tiragem de aproximadamente 6.000 exemplares, a revista era gratuita e destinada aos assinantes, que em sua maioria eram bibliotecas, universidades e colégios. Uma remessa de 1.000 cópias era encaminhada para o exterior, principalmente às embaixadas.

A sede da Revista de Brasília sempre foi na capital federal, ou seja, até meados de 1959 era na cidade do Rio de Janeiro e entre 1959 até sua extinção foi a cidade de Brasília enquanto que todas as edições da revista foram impressas na editora Bloch, localizada na cidade carioca.

Hoje, a documentação da NOVACAP, inclusive as 44 edições da Revista Brasília, integra um dos Fundos Públicos do Arquivo Público do Distrito Federal – ArPDF.
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NOV.D.1 (21)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-21
  • Item
  • 26/08/1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Exposição sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, no edifício Panair do Brasil em Lisboa, Portugal, em 26 de agosto de 1959. Vista externa da fachada frontal do edifício Panair do Brasil (escrito em seu letreiro) tendo em destaque na sua porta de entrada a ex-primeira dama do Brasil (de 1956 a 1961) Sarah Kubitschek (1908-1996) com vestido midi branco com mangas compridas e salto branco. Em primeiro plano, à esquerda, vasos de plantas ornamentam a vitrine do edifício tendo o cartaz com o escrito “Brasília” fixado no mesmo; no canto inferior direito da fotografia percebe-se parte de um veículo. Ao centro e à direita da fotografia, diversas figuras humanas masculinas e uma figura feminina ao lado direito de Sarah Kubitschek. Percebe-se na entrada do edifício, atrás das portas de vidro, uma parede com fotografia aérea da praia e do bairro Copacabana, situada na cidade do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro.
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO PANAIR DO BRASIL:
“As origens da Panair do Brasil remontam à 17 de março de 1929, quando o americano Ralph O’Neill fundou a empresa New York, Rio, Buenos Aires Line, Inc. (NYRBA) com a ambiciosa missão de interligar as três cidades.
As primeiras rotas europeias da Panair do Brasil foram Lisboa, Paris e Londres. No dia 23 de setembro de 1946, Roma tornava-se a quarta escala no continente europeu. Nos anos seguintes outras cidades foram incluídas: Madri, Zurique, Frankfurt, Hamburgo, Dusseldorf, Istambul, Beirute e Cairo, sincronizados com a malha europeia da Pan American, de tal forma que a operação em algumas destas cidades eram para atender os interesses da empresa americana.
Em 1984, o Supremo Tribunal Federal deu ganho de causa à Panair do Brasil contra a falência e em 1995 foi encerrado o processo de falência, transformando a empresa apta a voltar suas atividades e mesmo três décadas inativa, possuía US$ 10 milhões em caixa. Em 10 de dezembro de 2014, a Comissão Nacional da Verdade reconheceu que a Panair do Brasil foi vítima de perseguição política por meio de instituições do Estado.” (NAGANO, 2023).
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