- DFARPDF NOV-D-04.04-B-25-2
- Item
- 1959 - 1960
Part of Untitled
"Imagem fotográfica em formato vertical e em preto e branco, datada de 1959-1960, apresenta o início do cemitério do Campo da Esperança, em Brasília. No primeiro plano, centralizado, amontoado de terra vermelha, embasado com pavimentação, similar ao concreto, ou pedras em formatos quadrados. O amontoado de terra velha possui adornos de coroas de flores que estão distribuídas ao redor e por cima do túmulo. As coroas são compostas por flores variadas de cinco pétalas de pequeno e médio porte, com flores similares às de margaridas e gérbera. Assim, as folhas são diferentes, sendo similares as palmeiras rasteiras (Arecaceae sp.) e filodendro coração (philodendron sp.), que possuem formato simbólico de um coração imagético. Existe fixado ao amontoado de terra estrutura da cruz de madeira, que contém uma coroa de flores de copo de leite (Zantedeschia aethiopica), e outra similar, à margarida (Asteraceae sp.) sobre a Cruz. Ainda no primeiro plano, na lateral direita da fotografia, observa-se um corte ativo, ou seja, o autor da imagem fotográfica realizou um corte no momento em que registrou apenas parte do corpo de uma figura masculina em pé, nesse sentido, a figura apresenta o ombro e a ponta do sapato do lado direito do corpo. Leva consigo uma camisa social de manga longa em tonalidade clara e a mão se esconde no bolso da calça social de tonalidade escura, sapato de couro escuro de bico fino arredondado, em cima da base de pavimentação. No segundo plano, atrás do túmulo, no centro do lado esquerdo, figura masculina em pé que está parada olhando para o túmulo. Ao olhar na direção do amontoado de terra, a cabeça, com cabelos curtos de texturas lisas e onduladas, pescoço e rosto que se inclinam para baixo; apenas o braço do lado esquerdo pode ser visualizado sendo direcionado para trás do corpo. Ademais, a figura masculina leva consigo terno e gravata, podendo visualizar até a linha dos joelhos. Sendo que, a camisa social de tonalidade clara, gravata de tonalidade escura e o terno com tom que ficam entre a tonalidade da camisa social e a gravata. No terceiro plano, ao redor do túmulo, areia de tonalidade clara distribuída sobre terra vermelha, que teve a vegetação do Cerrado removida. A forma como a areia está distribuída, possui formato imagético das proporções da letra “L”, de maneira, em que a parte menor da letra está situada na diagonal do canto direito da imagem fotográfica, e a parte maior situada na horizontal do lado direito. Por cima da areia, constata vegetação de palmeiras rasteiras (Arecaceae sp.) e arbustos de pequeno porte, esparsos. Também as sombras da cruz e da figura masculina do lado esquerdo. No quarto plano, uma estrada de terra, que vai da lateral esquerda, em um ⅓ da horizontal inferior, no sentido diagonal, da esquerda para direita, até ⅓ da horizontal superior, pouco depois da metade da fotografia e abaixo da linha horizontal da cruz de madeira. Nos lados direito e esquerdo observa-se zona com ausência de vegetação de médio e grande porte, indicando possível remoção da parte aérea recente. Ainda no mesmo plano, ao centro da fotografia, observa-se uma árvore de grande porte sem folhagens e ao lado um monte de troncos, que possivelmente se originaram da remoção de árvores nos arredores. Ao fundo, no afilamento da estrada, na parte externa, cerrado típico, acima da copa das árvores do cerrado, céu limpo com poucas nuvens.
Informações Adicionais: A respeito de Bernardo Sayão, foi vice-governador na gestão de José Ludovico de Almeida do estado de Goiás.
Sobre as informações descritas na inscrição da placa, a Especialista em Educação e Patrimônio Cultural e Artístico, Maria do Socorro Madeira (2019), afirma que: “[...] a criação, em 1958, de uma biblioteca pública nominada Biblioteca e Discoteca Visconde de Porto Seguro, em homenagem ‘ao historiador e diplomata Francisco Adolfo Varnhagen, perseverante pesquisador de documentos de bibliotecas, que foi também sertanista e que, em diversos trabalhos, defendeu a interiorização’ (BIBLIOTECA, 1959)”. (MADEIRA, 2019, p. 16)
Segundo a especialista em Turismo Margarida Coelho (2009) apresenta na sua monografia uma cronologia histórica sobre a transferência da capital do Brasil desde o ano de 1749 até o ano de 2000, dentre os marcos históricos, destacamos a seguinte data e acontecimento: “[...] 1839 - O Visconde de Porto Seguro, historiador Francisco Varnhagen, apresenta sugestão de erguer a nova capital no planalto de Formosa, em Goiás. [...]” (COELHO, 2009, p. 34). Existe próximo ao Museu Vivo da Memória Candanga, antigo Hospital do Juscelino Kubitschek de Oliveira, o Setor Habitacional Bernardo Sayão.
Segundo o geógrafo Orlando Valverde e a geógrafa e professora Catharina Vergolino Dias (1967) informam sobre uma estátua criada em homenagem a Bernardo Sayão, assim apresentam com a imagem na página: “[...] Busto do Engenheiro Bernardo Saião de Carvalho Araújo, construtor da rodovia Belém-Brasília, em frente à residência da RODOBRÁS, em Uruaçu. [...]” (VALVERDE; DIAS, 1967, p. 337).
Há diversas narrativas sobre o acontecimento do dia da morte de Bernardo Sayão, nesse sentido a autora Léa Sayão descreve no livro ""Meu pai, Bernardo Sayão"" que: ""Ele viu tudo desde a primeira missa, mas não assistitu à inauguração da capital, pois quando ele fazia a rodovia Brasília-Belém, foi morto numa barraca, por uma enorme árvre que tombou em cima dele [...]. Seu motorista ficou sabendo e morreu de colapso [...]. No seu túmulo está escrito uma frase que ele sempre dizia: 'A luta por vezes é ingrata... mas é fecunda pois já estamos vendo anova cidade que surge..."" (SAYÃO, L., 2004, p. 324).
A narrativa do Diário de Brasília (1960, p. 18-19) apresenta um lugar diferente sobre o acidente, ao descrever que: ""Engenheiro Berardo Sayão - Entre as localidades de Imperatriz e Guamá, no Pará, a 30 km da fronteira do Maranhão, às 13,00 horas [sic], o Engenheiro Bernardo Sayão Carvalho Araújo, Vice-Governardor de Goiás e Diretor Executivo da NOVACAP, é atigindo por uma árvore gigantesca, que alcança em cheio o seu jipe de inspeção,. No momento, o Engenheiro Sayão inspecionava o lugar em que se utlimavam as obras de um campo em que deverá pousar, a 1.º [sic] de fevereiro, o avião presidencial para a cerimônia do encontro das suas pistas da Rodovia Belém-Brasília. Transportado em helicóptero para Açailândia, o Engenheiro falece antes mesmo de poder ser socorrido pelos médicos."" (BRASIL, 1960, p. 18-19)
Fotografias remissivas: NOV-D-4-4-C-2 (35); NOV-D-4-4-C-2 (36);NOV-D-4-4-C-2 (37); NOV-D-4-4-C-2 (38); NOV-D-4-4-C-2 (39); NOV-D-4-4-C-2 (40); NOV-D-4-4-C-2 (41); NOV-D-4-4-C-2 (42); NOV-D-4-4-C-2 (43); NOV-D-4-4-C-2 (44); NOV-D-4-4-C-2 (45); NOV-D-4-4-C-2 (46); NOV-D-4-4-C-2 (65); NOV-D-4-4-C-2 (145); NOV-D-4-4-C-2 (146); NOV-D-4-4-C-2 (147).
"
Untitled