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NOV.B.13 (54)

Fotografia em preto e branco no formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, retirada em 30/08/1958 em Brasília - DF. Observa-se que o posicionamento do fotógrafo e o enquadramento da imagem capturam toda a extensão transversal da longa fachada posterior do conjunto do Brasília Palace Hotel, está que recebe uma fachada envidraçada (leste) estando voltada para a conexão com o segundo bloco térreo. Abaixo do edifício estão localizadas as estruturas do canteiro de obras, apresentando pilha de terra, brita e outros materiais pertinentes à construção. Na perpendicular entre as paredes brancas do segundo bloco, abaixo do edifício principal, uma mulher de vestido em tons claros está saindo dos corredores em direção ao piso em terra seca e uma escada apoiada  ao lado. Estruturas cilíndricas similares a tanques de gás estão apoiados na parede da parte social do hotel, provavelmente destinados ao uso do restaurante.No canto esquerdo nota-se gramado ralo, indicando recente remoção da vegetação nativa existente ali devido a intervenção humana. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). O prédio do Palace Hotel, inaugurado em 30/6/1958 - mesmo dia do Palácio da Alvorada - foi projetado para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas (parte posterior) e com cobogós (fachada frontal) e duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura para um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto como o restaurante e o salão de eventos. Toda estrutura do bloco principal se equilibra sobre pilotis metálicos revestidos de alumínio anodizado preto por 203 metros de comprimento. Após o incêndio  acidental no terceiro andar do bloco principal, no ano de 1978, a configuração original do prédio foi alterada com a adição de duas torres de escadas e elevadores na fachada frontal, brises-soleil em lâminas e grandes painéis de vidro ao invés do antigo cobogó, além de varandas e peitoris de alvenaria na fachada posterior (voltada para o bloco térreo).  Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (53)

Fotografia em preto e branco no formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, com fotografia retirada em 30/08/1958 em Brasília - DF. Observa-se que o posicionamento do fotógrafo e o enquadramento da imagem capturam toda a extensão transversal da longa fachada (oeste) frontal do conjunto do Brasília Palace Hotel, de um ponto de vista da parte mais baixa do terreno. Um cercamento em tábuas de madeira, postes de energia elétrica e uma instalação de apoio ao canteiro estão à frente do edifício. Na porção final da fachada está um andaime de madeira para a finalização da fachada. À direita dos pilotis na parte central da extensão do edifício, três trabalhadores com camisas e calças sociais em tons claros, estando dois próximos a um cavalete e um curvado em direção ao solo e logo atrás uma árvorer de médio porte (espécie não identificada). O prédio do Palace Hotel, inaugurado em 30/6/1958 - mesmo dia do Palácio da Alvorada - foi projetado para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas (parte posterior leste) e com cobogós (fachada frontal oeste) e duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura para um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto como o restaurante e o salão de eventos. Toda estrutura do bloco principal se equilibra sobre pilotis metálicos revestidos de alumínio anodizado preto por 203 metros de comprimento. Após o incêndio  acidental no terceiro andar do bloco principal, no ano de 1978, a configuração original do prédio foi alterada com a adição de duas torres de escadas e elevadores na fachada frontal, brises-soleil em lâminas e grandes painéis de vidro ao invés do antigo cobogó, além de varandas e peitoris de alvenaria na fachada posterior (voltada para o bloco térreo). No terço inferior do registro, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada destinada à locação do edifício, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra. No canto direito, observa-se vegetação do Cerrado, sendo possível distinguir apenas as copás de algumas árvores. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (52)

Fotografia em preto e branco no formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, com fotografia retirada em 30/08/1958 em Brasília - DF. Representante digital contém riscos e pontos esbranquiçados. A fotografia registra a extensão de parte do bloco principal do hotel, voltado para a fachada leste, ainda em fase de acabamento. O edifício está com as esquadrias de ferro instaladas - algumas delas ainda sem os planos de vidro, com a disposição de mobiliário (mesa e cadeira) nas varandas dos quartos. Os pilares metálicos estão sem o revestimento anodizado preto, a estrutura de acesso ao corredor do segundo bloco térreo ainda em processo construtivo. Abaixo do edíficio, parte do piso já foi concretado, mas são observadas pilhas de terra e material da obra, no quadrante inferior esquerdo, um carretel de madeira. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada destinada a locação do edifício, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra. O prédio do Palace Hotel, inaugurado em 30/6/1958 - mesmo dia do Palácio da Alvorada - foi projetado para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas (leste) e com cobogós (oeste) e duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura para um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto como o restaurante e o salão de eventos. Toda estrutura do bloco principal se equilibra sobre pilotis metálicos revestidos de alumínio anodizado preto por 203 metros de comprimento. Após o incêndio  acidental no terceiro andar do bloco principal, no ano de 1978, a configuração original do prédio foi alterada com a adição de duas torres de escadas e elevadores na fachada frontal, brises-soleil em lâminas e grandes painéis de vidro ao invés do antigo cobogó, além de varandas e peitoris de alvenaria na fachada posterior (voltada para o bloco térreo). Atrás da construção, nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo). Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (51)

Fotografia em preto e branco no formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, entre os anos de 1957-1960 em Brasília - DF, com fotografia retirada em 30/08/1958. Vista transversal da fachada frontal do hotel e, ao lado, a forte movimentação de operários e maquinários no canteiro de obras. Da esquerda para a direita: aproximadamente 17 trabalhadores se distribuem em volta do trator, estando três - em primeiro plano - revolvendo a pilha de terra à frente; ao lado, um grupo de 6 trabalhadores, estando 4 posicionados em duplas paralelas a uma espécie de carriola e dois ao chão - um sentado e um de pé, ambos com chapéu - conversam entre si; atrás deste grupo, dois operários caminham entre os materiais de obra; entre os pilares do edifício, um grande maquinário, pilhas de materiais de obra e um trabalhador. À frente do grande bloco, um carretel de madeira. Atrás do mesmo bloco, notam-se mais pilhas de brita e terra debaixo da marquise do segundo bloco térreo. Ao fundo, três instalações de apoio aos operários. Um andaime de madeira ainda permanece em parte da fachada frontal com 3 trabalhadores executando ajustes no cobogó, aparentemente sem quaisquer equipamentos de segurança, a não ser pelo capacete que apenas um deles utiliza. No período da construção de Brasília os acidentes de trabalho eram comuns devido à ausência ou limitação de equipamentos de proteção essenciais fornecidos, além de serem escondidos os relatos das manchetes e jornais. É possível ver que, por mais que possuíam capacetes, os operários não tinham cordas, mosquetões ou apoios que o mantivessem presos à estrutura naquela altura. Como relatado em áudios transcritos de trabalhadores da época: ...“Você parava por ali assim, e dava uma olhada na Esplanada dos Ministérios, sempre à tardezinha, à noite. Meu Deus do céu! Parecia fogos de artifício. Era o cidadão trabalhando, peão, gente caindo, muita gente morrendo. Não cuidava muito da segurança, tinha que fazer. E foi fazendo.” (DE FARIA, 1989 apud VIDESOTT, 2009). A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Torna-se nítido a presença do Cerrado, que se estende pelo horizonte. Na terço inferior do registro,  nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada destinada a locação do edifício, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.05(71)

Fotografia preta e branca em formato paisagem, tem como ponto focal a placa identificadora do Ministério nº8 - Ministério da Agricultura, com informações sobre a construtora Nova Delhi Ltda., com gestão da NOVACAP D.E 4º D.Obras. A obra foi iniciada em 10/5/1959 e tinha previsão de término em 30/10/1959. O projeto modelo dos ministérios-padrão de Oscar Niemeyer foi pensado para ser uma construção de dez pavimentos, de fachadas laterais envidraçadas, protegidas por brises e sua empena cega (fachada sem janelas nem portas) coberta por tijolinhos brancos voltados para as pistas do Eixo Monumental, em Brasília-DF. Nota-se que o prédio apresenta uma fase avançada do acabamento de suas fachadas - revestida com tijolinhos, esquadrias e planos de vidro colocados. Um andaime localizado ao centro do prédio dava acesso vertical aos trabalhadores. Abaixo do andaime, um trabalhador carrega materiais em um balde e outro, mais à esquerda, corta um pedaço de tábua. Um caminhão se localiza mais à esquerda, próximo à pilha de tábuas de madeira, enquanto uma caminhonete escura mais ao fundo carrega materiais. É possível ver que o canteiro não tem delimitações ou cerceamento e já se encontra com poucos materiais devido ao avanço da obra, o chão estando em terra seca batida, pedregulhos e restos de materiais iminentes no canteiro. No plano mais à frente da imagem, um trabalhador se pendura por cordas e uma cadeira de madeira com duas latas abaixo. Observa-se a ausência de EPIs (Equipamentos de proteções individuais), pois o trabalhador encontra-se descalço, sem capacete ou cordas de segurança afixados ao corpo. No período da construção de Brasília os acidentes de trabalho eram comuns devido à falta de equipamentos de proteção essenciais fornecidos, além de serem escondidos os relatos das manchetes e jornais. É possível ver que, por mais que possuíam capacetes, os operários não tinham cordas, mosquetões ou apoios que o mantivessem presos à estrutura naquela altura. Como relatado em áudios transcritos de trabalhadores da época: ...“Você parava por ali assim, e dava uma olhada na Esplanada dos Ministérios, sempre à tardezinha, à noite. Meu Deus do céu! Parecia fogos de artifício. Era o cidadão trabalhando, peão, gente caindo, muita gente morrendo. Não cuidava muito da segurança, tinha que fazer. E foi fazendo.” (DE FARIA, 1989 apud VIDESOTT, 2009). Do lado direito da imagem há pequenos morros de acúmulos de terra e, ao fundo, coberturas e gruas junto com vegetação típica do Cerrado. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil